Antiguos Dossiers


Dossier realizado por Luciano Padilla López (Argentina), publicado en la Hoja sobre dos numéros - n° 16 de Abril 2009 y n° 17 de Agosto 2009

Javier Villafañe - 100 años, etapas primera a tercera
con aportes de titiriteros y amigos, más una convocatoria a los lectores
al cuidado de Luciano Padilla López

Tal como prometimos en nuestro número anterior, reunimos aquí una selección de textos escritos por Javier y acerca de él.
Seguimos, entonces, repensando su contenido, para aplacar un poco la nostalgia y para volver a transitar por material menos frecuentado.

Agradecemos especialmente la colaboración de Luz Marina Zambrano-Villafañe, María Teresa Corral, Cristina Lamacchia, Mariana Frare, Juano Villafañe, Hernán Coviello y Coco Romero. A causa de los urgidos plazos de edición, no pudo incluirse gran cantidad de otro material ya listo para su publicación.

Salud, Javier. Seguimos celebrándote.

Acerca de Maese Javier
Textos y Articulos:
- Algunos creen que los titiriteros también mueren por Gustavo Roldán
- Un libro de Javier Villafañe por Ariel Bufano
- Los cuentos que le contaron
- Javier Villafañe - Más de medio siglo llevando sus títeres por todo el mundo, por Carlos G. Santa Cecilia
- Javier Villafañe, por Ignacio Carrión
- La Vida en las Manos - Entrevista de María Esther Gilio
- "Un zorro mañero..." por Miguel Briante
- Celebrando a Javier por María Teresa Corral
- "Javier Villafañe no ha existido nunca" por Leopoldo Castilla en Salta 21 - Lunes 26 de Enero de 2009

 

Videos y Documentos Fonográficos
- Villafañe y Gianonni en Macuto - 1995
- El Misterio de Eduardo Montes-Bradley - Cap. 2

- El Gallo Pinto - parte I (sólo audio)
- El Gallo Pinto - parte II (sólo audio)

 

 

Bibliografía:
- Libros, Colaboraciones en medios gráficos, Discografía, Premios y Distinciones

 

Poesía de Javier
- Caras
- Los amantes
- El hijo pródigo
- El sueño del niño negro

 

Javier, del Libro a la Fonola
"Mate y Cigarrillo"
Versión de Horacio Guarany, incluida en su LP "Siempre" (sello Philips, 1971). Se conserva partitura en la Biblioteca Nacional de la Argentina.
Versión del conjunto folklórico Los Huanca Hua, en el LP "Guitarra, Vino y Rosas" (sello Microfon, 1973)

"Siempre me has mentido"
Versión de Lidia Borda, de su CD "Ramito de Cedrón". La composición tiene, precisamente, música de Juan "Tata" Cedrón; material editado por el sello Acqua Records.

"Los Caminos del Gallo Pinto"
Disco de Coco Romero - 2009. La edición elegida de El Gallo Pinto es de 1947 de la editorial Huarpes.

 

Narrativa de Javier
- Los ancianos convágines

 

Teatro de Javier
- Fragmentos correspondientes al final de A imagen y semejanza

 

Javier, Arte de Tapas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

La Andariega
- La Andariega (1936-1938) - Extracto de la Bibliografía de Liber Fridman

 

Crónica de Javier
- Cuando el Diablo perdió la cabeza
- Cómo recogí estos dibujos

 

Ensayos de Javier
- De la Vida de los Títeres
- Los Niños y los Títeres

 

Javier y sus títeres - del retablo al correo
- Cartas recibidas por Juancito y María

 

Javier como entrevistador
- Reportaje a Punch

 


Dossier por Luciano Padilla López (Argentina), publicado en la Hoja n° 14 de Septiembre 2008

La fiesta móvil de Alexander Calder
con aportes de
- Horacio Tignanelli
- Silvia Lenardón
- Guillermo Martínez
- Luiz André Cherubini

y textos de
- Robert Hughes
- Jean-Paul Sartre

al cuidado de Luciano Padilla López

Colegas de la Argentina y de Brasil nos dejan conocer distintos abordajes posibles de la obra de Alexander Calder.
En sus relatos, aparecen indicios de su formación como titiriteros; y como periodista, astrónomo, psicólogo, actor, artista plástica, según el caso o de su ideario estético y dramatúrgico.

Dos instituciones ofrecen posibles recorridos por las etapas de la vida y la producción del escultor.
A este panorama de juegos, contaminaciones y alusiones sumamos las voces de un crítico de arte y un filósofo, obstinados seguidores de la trayectoria de Calder en Francia y los Estados Unidos.

Quedan abiertas, entonces, las puertas de esos talleres.

 

El Circo Calder
- Cirque Calder 1/2 - Video en Youtube
- Cirque Calder 2/2 - Video en Youtube

 

Ensayos acerca de la obra de Calder
Fragmentos de

1)
“El Universo de Calder”, de Robert Hughes"
2)
“Los móviles de Calder”, de Jean-Paul Sartre

Panoramas de su vida y su obra
- Fundación Calder: http://www.calder.org
- Calder en la National Art Gallery - Galería virtual: http://www.nga.gov/exhibitions/calder/realsp/roomenter-foyer.htm

 

Calder en América Latina
El Caldero y Calder
- Calder y sus Croquis
- El Calder que Sobrevento llevó al escenario

 

Referencias / Contactos de los colaboradores
- El Pingüinazo - Rosario, Argentina: http://www.perfoping.blogspot.com
- Silvia Lenardón: http://silvialenardon.wordpress.com
- Grupo Sobrevento - Río de Janeiro - San Pablo, Brasil: http://www.sobrevento.com.br
- Horacio Tignanelli - Buenos Aires, Argentina: http://flandona.wordpress.com/0-ronda-por-los-caminos-de-galilei
- Luciano Padilla López: elmalmenor@yahoo.com

 


Dossier publicado en la Hoja n° 18 de Diciembre 2009

Estar em Charleville
por Márcia Moellmann Pagani - Turma do Papum

Este foi mais um ano privilegiado para os marionnettistes, titiriteros, burattinai, puppeteers, puppenspieler, loutkáři, bábosoknak, lalkarzy (1), enfim, bonequeiros de todo o mundo. De 18 a 27 de Setembro de 2009 aconteceu a 15ª edição do FESTIVAL MONDIAL DES THÉÂTRES DE MARIONNETTES (2).
Criado por Jacques Félix em 1961, o Festival acontece a cada 3 anos em Charleville-Mézières, na região de Ardennes, França, o que deu a essa acolhedora cidade o título de “capital mundial da marionete”.

Estar em Charleville durante o Festival é mágico!

A própria arte marionetista, da mais singela manipulação de objetos à utilização de recursos tecnológicos de ponta, que se curvam aos desígnios da alma das marionetes, já nos enche de magia. Mas não pára aí. Toda a ville ardennaise se transforma num grande espetáculo, com suas charmosas ruas, praças e jardins tomados por artistas de todo o mundo expondo seus talentos e criatividade e misturando-se às vitrines decoradas de bonecos, às tendas multicoloridas de artesanatos e delícias, e a um público numeroso, eclético e feliz. Sim, porque o clima é todo de felicidade, de confraternização e de emoções.
Crianças, famílias, turistas, estudantes, produtores culturais, jornalistas, fotógrafos, cineastas, moradores da região ou oriundos de lugares distantes têm em comum o amor pela arte das marionetes e preenchem os espaços urbanos usufruindo dessa diversidade, trocando idéias, fechando negócios, fazendo amizades.

Oficialmente, o Brasil foi representado apenas pelo espetáculo Jatobá, de mamulengos, apresentado na língua francesa por Éder de Paiva, que mora atualmente em Toulouse, na França. Informalmente, outros grupos brasileiros apresentaram seus trabalhos, principalmente na Rue de La Paix, onde se enfileiraram caixinhas de mini-teatros, os chamados lambe-lambes, e outras performances. Estavam ali Guilherme Peixoto e Mônica Longo (Cia Mútua - SC), William Sieverdt (Trip Teatro de Animação - SC), Paulo Nazareno e Viviane Maltauro (Nazareno Bonecos - RS), Éder de Paiva (Mini Circus), Maira Coelho (Titeretoscopio - RS), Sérgio Tastaldi e Márcia Pagani (Turma do Papum - SC) Oani Teatro do Chile/ Brasil, com a direção de Luciano Bugmann (Blumenau - SC).

À noite era a vez dos encontros no Restaurante Cardinale, na Place Ducale. Susanita Freire, presidente da Comissão para a América Latina da UNIMA, aglutinava os brasileiros em torno de uma grande mesa: Lelo e Adriana, da Cia Catibrum, presentes em todas as edições do Festival desde o ano 2000, prospectando novos espetáculos para o Festival Internacional de Teatro - FIT, que organizam em Belo Horizonte; Conceição Rosière e Carlos Alberto, animados com o projeto de um curso universitário de Teatro de Bonecos em Minas; Luiza Monteiro e Pedro Ascher, simpáticos cariocas que moram em Amsterdam, ela, produtora cultural; Fagner Gastaldon, de Santa Catarina e morando no Reino Unido, apreciando com Guilherme e Mônica (Cia. Mútua) um lindo marionete feito pela inglesa Cassi (Circo Gringo); e a companhia do amigo Guilliot, Conselheiro da UNIMA que mora em Charleville, sempre disposto a colaborar com os brasileiros.
Augusto Bonequeiro esqueceu um pouco sua carregada agenda de apresentações no Ceará para apenas usufruir do Festival e das belezas da região.

Outros brasileiros iam se encontrando, como Duda Paiva, de Goiânia, que tem uma companhia de dança na Holanda, Eduardo F. Miranda Leite e Luís Gustavo Ribeiro, ambos mineiros que fizeram a última edição do curso de marionetes de L'Institut International de la Marionnette, em Charleville, Paulo Balardin e Carolina Garcia, do grupo Caixa do Elefante, do Rio Grande do Sul.

No exterior, todos os brasileiros são irmãos.

Os espetáculos e as exposições integrantes da programação oficial do Festival trouxeram de 23 países diversas manifestações artísticas que, sempre unidas em torno do teatro de animação, envolviam também a música, a mímica, o cinema, a literatura, a dança, as artes plásticas... enfim, expressões culturais de todos os matizes e consoantes com a temática do Festival neste ano: a marionete no centro das artes inovações e trocas de idéias.

É ou não é mágico?

(1) Bonequeiros nas línguas francesa, espanhola, italiana, inglesa, alemã, checa, húngara e polonesa, respectivamente.
(2) É organizado pela Association des Petits Comédiens de Chiffons, com Jean-Luc Félix como presidente e Anne-Françoise Cabanis como diretora. A UNIMA, sua maior parceira, que comemora por todo este ano de 2009 seus 80 anos de existência, participou do Festival com homenagens a Jacques Félix e outros grandes colaboradores históricos, lançamento oficial da Encyclopédie Mondiale des Arts de La Marionnette e exposição de seus arquivos.

Márcia Moellmann Pagani é formada em Arquitetura e Urbanismo e trabalha com teatro de bonecos e música.
Administra o grupo Turma do Papum (Florianópolis, SC), junto a Sérgio Tastaldi, desde 1994.
Este ano esteve em Charleville durante o Festival, levando para a rua, com Sérgio, 2 lambe-lambes.
(http://www.turmadopapum.blogspot.com)

 

 

 

 

 

Quanto a Charleville....

"Que felicidade ver os bonequeiros nas ruas, fazendo que nossos sonhos se tornem realidade...
Ainda tenho saudade da primeira vez que lá estive, mas não consigo deixar de me emocionar com os bonecos.....
O sino marcando as horas e aquela musica no ar......
Voltarei sempre que puder...

Augusto Bonequeiro

 

 

Uma foto de um artista de rua que gostei muito neste festival

 

 

O teatro de bonecos em Charleville 2009
por Duda Paiva

Sob nova direção artística o último Festival Mondial de la Marionnette fez a cidade de Charleville florescer novamente.
O Festival continuou empolgando espectadores fies que faziam fila para conseguir ingressos para os inúmeros eventos espalhados em diversas locações da cidade.
O teatro de bonecos é celebrado nessas 3 semanas no mês de Setembro em "big style", promovendo o que existe de mais novo e mais antigo nessa arte tão lúdica e singular.
O interessante no teatro de bonecos é presenciar um mundo todo único. Cada companhia de teatro de bonecos é um mundo particular onde a fantasia do criador é encarnada por seres inventados : os bonecos. E como toda disciplina passa por processos de desenvolvimento e experimentação, o teatro de bonecos vê nesse momento uma abertura para as produções direcionadas para o público adulto.
Esse movimento está timidamente alcançando o mercado do teatro contemporâneo numa forma mais eficaz e representativa de diretores/coreógrafos/artistas plásticos tais como Stuffet Puppet Theater, Theater Tubingen, Duda Paiva, Wilde & Vogel, Gisele Vienne.
Tais autores vem se despontando em Festivais de teatro experimental com uma fusão inteligente e ousada. É uma progressão lenta porem continua dessa arte que as vezes é taxada estritamente para o mercado infantil mas que carrega uma grandeza universal.

Duda Paiva Company em um mês saiu arrebatando prêmios: Grand Prix para MALEDICTION em Ostrava-Republica Tcheca e melhor ator Duda Paiva e Éderson Xavier em Torun-Polonia. O show FASADA melhor cenografia Festival de teatro EXperimental do Cairo-Egito. Estou agora em turnê no teatro de cena contemporânea em Montreal-Canada.

Duda Paiva nasceu em Goiânia- Brasil onde estudou teatro, dança clássica e moderna. Dançou por 8 anos na Quasar Cia de Dança e Balé do Estado de Goiás.
Estudou butoh no Japão até se radicar na Holanda em 96 onde trabalhou com diversos coreógrafos e companhias de dança.
Dando vazão a uma carreira dedicada ao teatro experimental misturando dança e teatro de bonecos Duda Paiva Company foi formada em 2004.
A companhia foi lançada no mercado internacional com o show Anjo que foi o primeiro sopro num movimento da fusão teatral, tal movimento vem sendo difundido a partir de inúmeras apresentações pelo mundo a fora, workshops e masterclasses em universidade de teatro e festivais internacionais.

 

 

Una gran experiencia !
por Susana López P.

¡Una gran experiencia como artista y ser humano, la vivida en Charleville!
Ser partícipe de los mejores espectáculos de títeres en el mundo, convivir e intercambiar experiencias y técnicas, celebrar a los grandes como Jurkowsky, Niculescu y Meschke, festejar los 80 años de nuestra organización a nivel internacional, el poder presentarme con La Leyenda de los Soles, en caja lambe-lambe y con sombras, coincidir con públicos exigentes y maravillosos… no recaudé muchos euros en 2 horas, pero mi corazón se llenó de satisfacción con los comentarios y con la alegría de saber que ¡mi trabajo está a la altura!

Agradezco mucho a la UNIMA y UNIMA México, a la Comisión para América Latina de UNIMA, al Takey.com, a Susanita Freire y Fabrice Guilliot, por respaldarme en esta aventura en la que los títeres, como punto de partida, se combinan con artes visuales, música, danza, sombras, video y tecnología, evolucionan de la mano en el marco de un Festival renovado, ambicioso y exitoso, y nos regalan un amplísimo panorama de creatividad que debemos aprovechar !

Susana López P.
Directora, Teatro AcercARTE

 

La reunión más grande de títeres en el mundo
por Jaime Florentino de Hermosillo, Sonora - México

En el 2003 y en el 2006 tenté llegar hasta Charleville , pero solo ahora en el 2009 fue posible mostrar mi espectáculo.
Estar en el festival más importante del mundo y apreciar las diversas técnicas y posibilidades que ofrece el títere ¡y vaya que hubo de todo!, desde el títere más pequeño hasta mojigangas que llenaban las calles. Y además, mostrar mi trabajo y que fuera valorado por personas con una cultura diferente a la nuestra.

El trabajo que presentamos Mariel Montserrat y Jaime Florentino, se llama “Déjeuner du matin”, un poema de Jacques Prévert, autor francés, con un soporte musical en la voz de Marlene Dietrich, actriz cantante, contemporánea del poeta.

El espectáculo fue presentado dentro de una Caja Mundia o Lambe Lambe, como le llaman nuestros amigos de Brasil, o bien, Caja Misteriosa como la nombran en Monterrey (México) Elvia y César de Baúl teatro; independientemente del nombre, lo interesante es que asomarte por un orificio te brinda una experiencia única, descubrir que esa cajita encierra grandes emociones.
La duración es de 2 minutos y treinta segundos y fue apreciado por público de diferentes nacionalidades que recorrían las calles y otros titiriteros que también mostraban sus espectáculos en cajas de diversas formas y tamaños.

También fue visto por compañías teatrales que se presentavan el el festival inn, como los Thailandeses, Joe Louis Troupe, quienes nos han extendido una atenta invitación para el festival que organizan en su pais . Esta compañía se caracteriza por ser el único grupo que presentava las tradicionales marionetas de su Thailandia.

Con lo anterior quiero expresar que las expectativas del viaje se superaron, ya que fue posible hacer amistad y contactos con diferentes compañías de títeres que en alianza harán en el futuro factibles intercambios que ayuden a enriquecer nuestra labor con los títeres y se beneficie finalmente la comunidad a la cual nos debemos.

Para concluir, debo decir que he podido darme cuenta que el lenguaje de los títeres es universal y que después de esta grata experiencia se establece un compromiso con nosotros mismos para mejorar la calidad de los montajes, el deseo de superar todo lo que se ha hecho antes; innegablemente la gente de nuestra localidad también espera más, por lo que no se debe desaprovechar el momento y ofrecer espectáculos dignos que espectadores de cualquier edad gocen de cada movimiento que los títeres ejecuten, para decir lo que las palabras a veces no alcanzan a expresar.

Jaime Florentino de Hermosillo

 

 

 

 

Depoimento sobre Charleville-Mézières
por Eduardo Felix

Participei do Festival Mondial des Théâtres de Marionnettes de Charleville-Mézières de 2009. Foi uma grande oportunidade de fazer um profundo mergulho no mundo do teatro de bonecos.
Uma experiência que ficará gravada em meus trabalhos futuros, e que me fez compreender a universalidade e o poder de comunicação da marionete, que seduz e encanta o público de qualquer lugar do mundo, em qualquer idioma, gênero ou faixa etária.

Fiz o estágio de verão, com o bonequeiro inglês Stephen Mottram, com duração de três semanas, com o apoio da Comissão para América Latina de UNIMA, da ABTB/Centro UNIMA Brasil e da ATEBEMG, consegui bolsa integral no curso e subsídios da SEC-MG, pelo Programa de Apoio a Intercâmbios Culturais e do Banco Mercantil, apoiador do meu novo espetáculo, "O Caso Deu-se Como Eu Canto", que estréia em Belo Horizonte no fim de novembro.

No festival, assisti a diversos espetáculos e pude ver o que está acontecendo no meio bonequeiro mundo afora. Apresentei meu espetáculo “Seu Geraldo, Voz e Viola” nas ruas de lá e mesmo em português e a recepção foi excelente. Tenho certeza que voltei de lá um bonequeiro melhor. Quero voltar.

Eduardo Felix é diretor do grupo mineiro PIGMALIÃOesculturaquemexe.
È escultor, formado pela UFMG, e trabalha sobretudo com marionetes de fio.
http://www.eduardofelix.com.br

 

Releituras sobre bonecos com fios
por Gustavo Noronha

Começamos nosso estágio de três semanas com uma rápida apresentação dos quatorze integrantes, do professor Stefhen Mottram e da equipe do Instituto Internacional da Marionete.
Ficou definido que teríamos aulas laboratoriais com exercícios e experimentações na parte da manhã, e à tarde aulas na oficina construindo as marionetes*.

Nos laboratórios matinais, após alongamentos seguidos de uma atividade lúdica, buscávamos descobrir os “reais” movimentos de um ser humano, dos animais e de outros seres. 
Para Mottram os bonecos com fios só passarão a sensação de magia e de ilusão se executarem exatamente o movimento condizente á realidade. Qualquer ação deve estar dentro de um contexto, de um eixo, de uma regra e na maioria das vezes dentro do “poderoso silêncio do não movimento”
(1), onde tudo acontece de forma clara e sem “movimentos residuais” (2). Se existe movimento estará vivo. Se não tem movimento estará morto. O meio termo é magia.

Á tarde, por duas semanas, cada estagiário construiu um boneco com fios em madeira, todos idênticos e sem expressão facial.
O motivo disto era para que focássemos nossas atenções para o movimento e não para a caricatura da personagem. E na ultima semana, construímos maquetes de marionetes utilizando a técnica do movimento contínuo. Que consiste em desenvolver controles em forma de cruz para executar movimentos repetitivos. Como estes exemplos: patas de insetos, dedos de flautista, bater de asas, movimentos ondulatórios, entre outros.

A construção das marionetes se deu de forma britânica, bem como o chá das cinco. Tudo em sua ordem e na sua medida, pois para nosso professor inglês o boneco com fios só terá movimentos reais se for construído de forma real, ou o mais próximo dele.
Por isso a preocupação de construir mecanismos e articulações que repetissem situações que experimentamos nos laboratórios matinais.

Por fim, no último dia e primeiro do 15 Festival Mundial de Teatro de Marionetes de Charleville, apresentamos o resultado dos trabalhos com cenas de alguns exercícios, algumas maquetes de marionetes de foram bem solucionadas e uma cena com os quatorze bonecos.
Nesta cena uma fila de marionetes caminha em direção a um abrigo onde somente os primeiros conseguem se salvar, os demais morrem.

Obrigado a todos que me apoiaram nesta empreitada, Gustavo Noronha

* No Brasil a palavra “boneco” é a tradução da palavra francesa “marionnette”, e da espanhola “títere”. No Brasil um boneco com fios também é chamado de marionete assim como um boneco de luvas é chamado de fantoche, mas isto não é regra. Os bonecos com fios na França se chamam “marionnettes à fils”, e os bonecos de luvas “marionnettes á gaine”.
(1) “silêncio do não movimento”, expressão onde procuro descrever a importância do saber o que esta fazendo. Na grande maioria das vezes é uma manipulação minimalista que consegue emocionar platéias, onde o mínimo de movimento passa a ser o máximo da expressão.
(2) “movimento residual”, expressão muito utilizada no Giramundo Teatro de Bonecos para identificar os movimentos que não contribuem para a magia da cena. É o famoso tremor do boneco, usado de forma cômica em números com bonecos com fios que imitam dançarinos e músicos.

Fotos de Gustavo Noronha

Gustavo Noronha: construiu seu primeiro boneco profissionalmente aos 13 anos em Poços de Caldas, aos 15 anos se torma discípulo de Álvaro Apocalyse e integra o Giramundo por 13 anos em Belo Horizonte. Dirige seu primeiro espetáculo aos 26 anos na Escola de Arquitetura da UFMG, onde vem a se formar.
Em 2001 cria no interior de Minas Gerais o projeto cultural dos Bonecos Gigantes de Brazópolis.
É cofundador em 2002, com Paulo Polika, da companhia GPTO de Teatro de Bonecos de Catguases.
Alem da experiencia do Giramundo se especializou em teatro de Sombras com os italianos do Gioco Vita, em teatro de formas animadas com Ana maria Amaral e agora em bonecos com fio com Stephen Mottram.

 

Cajitas habían en todas las calles, poéticas, sorprendentes, íntimas...
por Celine Camilleri y Adrian Giovinatti

El festival de Charleville Mézières para nosotros no es solo un encuentro de títeres sino también de titiriteros amigos, venidos de diferentes lugares del planeta y de América del Sur en particular.
Fue el año de las pequeñas formas.
Cajitas habían en todas las calles, poéticas, sorprendentes, intimas y mucho más...

Esta vez se extrañó mucho el ambiente de la noche en el espacio festival, donde normalmente nos encontramos con los colegas para poder intercambiar ideas luego de una jornada de trabajo...
Un gran abrazo y esperamos reencontrarnos en la próxima edición !!

Celine Camilleri y Adrian Giovinatti
Cia. La Malette ( France-Uruguay)

 

O público invade as ruas de Charleville...
por Willian Sieverdt

Acho o Festival de Charleville um dos mais democráticos que conheço.
Qualquer artista consegue espaço e público para se apresentar.
Legal ver como a cidade vai se transformando ao longo do dia, gente chegando de todos os lados, sedentos por teatro de bonecos......
Essa foi a quinta vez que participei (1994,1997, 2000, 2003 e 2009) e pude comprovar que a energia boa de Charleville continua a mesma.

Até 2012 !


Duas fotos para mostrar como o público invade as ruas de Charleville...

Willian Sieverdt
Trip Teatro de Animação
Rio do Sul - SC
http://www.tripteatro.com.br

 

Manifestações do mundo, arte da ânima, encontros nas ruas...
por Carolina Garcia Marques

Sempre que houver uma ação...haverá uma reação...Está é uma lei da natureza.
O Festival Mondial des Théâtres de Marionnettes de Charleville-Mézières é um local de atração, um espaço que instiga a ação.
Mais de vinte de nós, brasileiros, movemos nossos corpos para chegar até este ponto de encontro e mobilizamos nosso olhar estético, racional , nossa presença viva na cena das ruas e salas no outro lado do hemisfério.
Colocamo-nos em ação! A reação deste momento ecoará em nossos processos artísticos ao longo dos próximos anos e em atividades que garantirão nosso reencontro.
Colegas de estrada e de ofício... desejo reencontrá-los, em breve, para mantermos vivo nosso convívio.
Vamos novamente praticar uma ação para que esta ecoe numa nova reação e assim juntos possamos manter o movimento acontecendo...

Abraço carinhoso,
Carolina Garcia Marques

Carolina Garcia: pós-graduada como Especialista em Economia da Cultura pelo PPGE-UFRGS e Licenciada em Artes Cênicas pelo DAD-UFRGS, trabalha como atriz, produtora cultural e arte-educadora.
Complementando sua formação, realizou cursos com importantes nomes da cena teatral contemporânea: Yoshi Oida, Thomas Leabhart, Augusto Boal, Hugo Suarez, Stephen Morttram, Antônio Amancio e Ivaldo Bertazzo.

Um lugar de encontros
por Paulo Balardim

Charleville-Mézières, pequena cidade do norte da França, dispensa apresentações. Não há bonequeiro que não a conheça. Ela povoa nosso imaginário ocupando um lugar quase tão grande quanto o espaço que ocupa no coração de quem já esteve por lá durante o Festival de Marionnettes.
Mais do que a overdose de espetáculos, debates e exposições, o festival propiciou o encontro nas pequenas ruas, na Place Ducale ou no bar situado dentro de uma embarcação, às margens do rio Meuse, onde podemos beber e rir com os amigos espalhados pelo mundo.
Nessa última edição, felizmente, muitos brasileiros marcaram presença.
Destaque para a feira de livros com novos lançamentos, entre os quais, a tão esperada “Enciclopédia”.
Sobre isso, um breve comentário: Amigos, não fiquem chateados se o Brasil aparece em poucas linhas...
Nossa produção artística e nosso país é que são muito grandes!
Tomemos coragem para criar nosso próprio volume enciclopédico, pois o mundo não cabe em um livro só.

Paulo Balardim

 

E que venha o próximo, daqui a 3 anos!"
por Mônica Longo da Cia Mutua de SC

Antes de ir ao Festival Mundial de Teatro de Bonecos de Charleville, me disseram que eu não tinha dimensão do tamanho deste evento.
E realmente, eu não tinha mesmo!

É impressionante uma cidade tão pequena (57mil habitantes) receber 300 espetáculos diferentes (os oficiais) em apenas 10 dias de festival. A cidade espera pelo festival, preparando os espaços para as apresentações (ginásios de esportes, escolas, antigas fábricas e lonas se tornam teatros munidos de todo o aparato necessário) e os espaços para acomodar aos visitantes (hospedarias, pousadas e famílias que levam os bonequeiros para casa).

As ruas também se transformam em grandes espaços alternativos, recebendo os grupos que não estão na mostra IN, tampouco na mostra OFF, mas no OFF do OFF, como aconteceu conosco.

           

 

 

 

 

 

Enfim, o festival é de uma riqueza inesquecível e é impossível ir uma vez só! Há muito o que se ver, o que se sentir e o que trocar com pessoas de diferentes partes do mundo, que podem até não falar o mesmo idioma, mas falam com o corpo, com o coração e com os bonecos. Aliás, são os bonecos que falam por nós!
E que venha o próximo, daqui a 3 anos!"

 

Impressões do Festival de Charleville
por Conceição Rosière

Estar em Charleville durante um festival é sempre algo encantador. Por onde se olha seus olhos grudam em bonecos.O entusiasmo do público nas ruas e nos espaços fechados é sempre o mesmo.
Participar desse tipo de evento, podendo encontrar pessoas de todo o mundo é um presente para todos os bonequeiros.
Em se tratando dos espetáculos tenho alguns comentários, pessoais, como não podia deixar de ser.

Não pude ver tudo que queria, pois não havia mais ingressos e não fiquei nos últimos 2 dias por compromissos em outro local.
Assim vou falar dos dias em que lá estive.

Não sei se é uma nova onda, se é um retorno, embora mais sofisticado do tradicional teatro popular, onde há/havia muito texto, e onde o que o personagem diz é o que conta e não sua forma, ou como o faz, mas quase todos os espetáculos tinham muuuuito texto. E, é claro, 99% em francês (ainda não consigo entender porque um festival que se diz internacional insiste em ter quase completamente espetáculos em francês, atendentes em francês, pessoas que dão informação em francês, “enfin...”).

Havia uma angústia latente em quase todos os espetáculos que assisti, que tratavam de temas ¨pesados¨, em espetáculos tensos.
Outros fizeram uma ¨viagem¨ muitas vezes bem difícil de ser acompanhada, pelo menos para mim. Em alguns casos, não entendi aonde o autor/bonequeiro queria chegar, o que exatamente ele estava dizendo.

Gostaria de ter visto espetáculos daqueles que encantam e dão vontade de levar para casa, ou uma inveja danada por não ter feito, mas, dessa vez, não aconteceu isso comigo. Vi coisas bacanas, mas nada que eu gostaria de ter feito.

Deliciosas foram as intervenções de rua, principalmente as das Janelas. Adorei a ¨velhinha sacana¨, na varanda do teatro, que caça para alimentar seu filho, desde pombos, passando por gatos, cachorros e...criancinhas. Ótima manipulação, bonecos fantásticos, idéias e soluções inovadoras, enfim uma delícia de se ver.

Outro divertimento eram as caixas de lambe-lambe - brasileiros nota 10, e estrangeiros. Desses vi um belga e um italiano, muito divertidos.

As exposições são um capítulo à parte : lindas, bem montadas, uma verdadeira aula da história do teatro de bonecos.

Se valeu? Claro que valeu! A gente volta sempre cheia de idéias, traz livros lindos na bagagem um monte de cartões de visitas de pessoas interessantes e os olhos coloridos.

Conceição Rosière - Assoc. Teatro de Bonecos do Estado de Minas Gerais - Atebemg

 

 

 

 

OANI en Charleville

La Compañía OANI de Teatro recibió, en agosto 2008, la invitación oficial de Anne-Francoise Cabanis, Directora del “XV Festival Mundial de Teatro de Marionetas de Charleville-Mézières”, para participar con las obras de teatro de muñecos “La Balsa de los Muertos”, “Noviazgo en el Cementerio”, “Afuera” y “Swing” como representantes de la creación titiritesca de Chile.

Esta invitación es producto del trabajo investigativo acerca del actual acontecer del teatro de animación en Chile que se plasma a través de un documental llamado “Marionnetitere” que, durante los años 2006 y 2007, y con el auspicio del gobierno francés, realizó en terreno la coordinadora de esta investigación, Magali Battaglia con su agrupación “La Cazuela”.

En esta investigación a lo largo del país, Magali conoció y profundizó, en Valparaíso, las obras de la Compañía OANI de Teatro que en ese momento se presentaban en temporada en el Teatromuseo del Títere y el Payaso (http://www.teatromuseo.cl) de dicha ciudad.

Al tiempo de recibir la invitación, generamos un proyecto para financiar nuestros pasajes y transporte carga para dicho festival. El proyecto fue presentado al gobierno de Chile en dos vías: una a la DIRAC (Dirección de Asuntos Culturales) y otra a FONDART (Fondo Nacional de la Cultura y las Artes). FONDART apoyó el proyecto y gracias a ello pudimos responder a la invitación que el festival realizara a OANI.

“La Balsa de los Muertos” es una obra de teatro de muñecos para adultos, cuya adaptación dramatúrgica promueve la sensibilización medioambiental, que utiliza en su interpretación la técnica de manipulación directa y varillas, en lenguaje contemporáneo, incorporando el texto, el movimiento, la música creada especialmente y la iluminación como elementos vitales para lo que se requiere representar. En la obra participan dos actores-manipuladores y un técnico operador de iluminación y sonido. Se estrenó en Chile, el año 2001 y desde entonces ha participado en Festivales, encuentros y salas de teatro en Chile y Brasil.

Las obras “Noviazgo en el Cementerio”, “Afuera” y “Swing” son creaciones que utilizan la técnica de Teatro de Animación Lambe-Lambe y se caracterizan por ser espectáculos con pequeños muñecos y objetos que, acompañados por un relato y música en audio, dentro de una caja escénica que simula una antigua máquina fotográfica sobre un trípode, representan, en no más de 5 minutos, secretas situaciones teatrales que son observadas por sólo uno o dos espectadores cada vez.

El espectador se sitúa, de un lado de la caja, colocándose los audífonos, cubriendo su cabeza con una tela y observa la obra a través de una ventanilla. Por su lado el actor/manipulador se ubica en el lado opuesto de la caja y pone en escena la obra, manipulando la iluminación, el sonido, utilería, los muñecos y objetos. Estos espectáculos se estrenaron el 2007 y ya se han presentado en distintas salas y espacios del país como en el extranjero.

 

“PRIMEURS DU CHILI”, muestra chilena que se enmarca dentro de la programación oficial del “XV Festival Mundial de Teatro de Marionetas de Charleville-Mézières 2009”, incluye obras de cuatro compañías chilenas: Equilibrio Precario, Periplos, Maleza y OANI Teatro. Todas ellas se caracterizan por utilizar alguna técnica de teatro de animación: objetos reciclados, Stop-Motion, teatro de sombras y proyecciones, Lambe-Lambe, manipulación directa y varillas.

Estos espectáculos, en su conjunto, conforman una muestra variada de técnicas escénicas de animación que hoy se desarrollan en Chile.

Para la compañía OANI de Teatro haber sido invitado oficial al Festival Mundial de la Marioneta de Charleville fue una oportunidad excepcional para que, luego de mas de 10 años existencia, crecimiento y práctica en Chile y Brasil, nos permitió compartir, a la par, programa y cartelera con compañías y espectáculos de todas las latitudes del mundo.

Las 3 presentaciones de la obra “La Balsa de los Muertos” revelaron una importante asistencia de público, recibiendo calurosos y sinceros aplausos. Cabe mencionar que la obra contiene bastante texto hablado en español, sin subtítulos.

Con los tres espectáculos de Teatro de Animación Lambe-Lambe que presentamos en espacios públicos pudimos tener un contacto más directo con las personas y fue en estas instancias donde percibimos que, al no manejar el idioma francés, obstaculizó la comunicación e intercambio de impresiones e ideas con los espectadores.

El desconocimiento del idioma fue una debilidad que no permite el verdadero intercambio con actores y espectadores. Los encuentros posteriores a las funciones son los que permiten intercambiar puntos de vista y experiencias de vida. Nos vimos limitados a debatir solo con gente habla hispana y portuguesa.

 

Tuvimos el privilegio de ver cerca de 9 espectáculos de sala y más de 10 espectáculos callejeros. No quiero dejar de mencionar el admirable trabajo que presenciamos con la compañía belga Point Zero con la obra ”L'Ecole des Ventriloques” y a Duda Paiva con su provocativos espectáculos.

La representación de las compañías chilenas dentro del festival deja en evidencia que en Chile se está desarrollando un teatro de muñecos profesional, de calidad y con proyecciones internacionales.

 

Un abrazo,
Camila Landon Vío
Directora Compañía OANI de Teatro

http://www.oaniteatro.com
Valparaíso, 13 de Noviembre 2009

 

Las callecitas de Charleville, tienen ese no sé qué, viste ?
por Susanita Freire

Si salís por la plaza Ducale te encontrás con una cantidad de tiendas, bares y calles con escaleras que te llevan, en un laberinto medioeval, a imaginar que estás perdido en el pasado.
Los habitantes "carolos" son amables y la ciudad vestida en tonos de ocre y ceniza te invita a leer poemas de Rimbaud y a pasear por las bucólicas calles que serpentean el rio Meuse.

Cuando de repende, casi por encanto, las calles se llenan de gente de diferentes colores, ritmos , sonrisas , alegrias y entusiasmo...
El Festival Mundial, llegó !

Este año Doña UNIMA, conmemoró sus 80 años, con la Enciclopedia Mundial debajo del brazo, con una maravillosa Exposición de documentos de su historia y un Homenaje muy especial a los queridos amigos Margareta, Henryk y Michael.
En tradicional estilo, hubo un delicioso pastel con velitas, cantamos todos juntos " que lo cumplas feliz" cada uno en su idioma y nos sentimos felices por participar de una organización mundial que congrega tantos artistas, culturas, idiomas, credos y tradiciones.

 

Hace 15 años que frecuento la ciudad durante el festival y siempre me sorprende.
Me sorprendo cuando veo innovaciones y también me sorprendo cuando veo los mismos títeres de 15 años atrás, haciendo sus espectáculos en las calles admirados por un público generoso.

El teatro de títeres es un arte peculiar, donde lo nuevo, lo viejo, lo contemporáneo, lo tradicional , lo inusitado, la vanguardia y hasta lo " kitsch", tienen su espacio y su público.
Porqué será ?

Susanita Freire
actriz y titiritera
Brasil / Uruguay

 

 

 

Minhas impressões do Festival de Charleville- Mézières
e conselho aos futuros navegantes

por Maria Luiza Monteiro da Silva

Para os futuros visitantes dou um conselho: planejar é essencial.

Como estávamos na dúvida se daria para ir ou não, acabamos conseguindo hotel só fora da cidade e o pior quase nenhum espetáculo de interesse.
Nem por isso Charleville deixou de mostrar sua magicidade e capacidade de aglutinar pessoas especiais.
A cidade já encara o festival numa ótica econômica - quer o festival com mais frequência, afinal há uma grande movimentação de dinheiro no evento.

Um dos poucos espetáculos possível de conseguir ingresso, chamava-se A Caixa , um imenso cubo com muitas projeções servindo de cenario, de empananda e de tela. Interessante.
Um dos artistas vinha da tradição chinesa de bonecos que saltam no ar e voltam à mão do manipulador, bem interessante; uma tela no tal cubo ampliava a visão do pequeno boneco, tornando este mix técno-tradicional .... digamos, interessante.
 O problema é que o espetáculo não passava disto. Uma dramaturgia com uma história de amor piegas e bobinha só mostrava como pode haver desequilíbrio entre linguagens que já tiveram excelentes resoluções.
Que pena o espetáculo ter usado tantos recursos prometendo aventuras estéticas visuais para se tornar apenas...interessantezinho!
As sombras das árvores, a conversa com os amigos e um bom vinho à beira do Meuse acabaram por dar mais emoção à noite festivaleira.

Parabéns a La Hoja del Titiriteiro pela sua nova apresentação e conteúdo. Ficou agradável de ler e saber das novidades. EXCELENTE TRABALHO !

Maria LUIZA MONTEIRO da Silva
Lex Althoffstraat 20hs
1063ZP Amsterdam The Netherlands

 


Dossier publicado en la Hoja n° 19 de Marzo 2010

Queridos amigos,
Algunos ya lo sabréis, otros no; pero desde el 27 de Noviembre tenemos en marcha el TOPIC, el Centro Internacional del Títere de Tolosa.
Está recién estrenado y el 2010 va a ser su primer año de existencia completo y como todo lo que nace dará sus primeros pasitos, cortos e inseguros, pero con la voluntad de crecer y servir al arte del títere a nivel nacional e internacional.

El títere tiene en Tolosa un equipamiento único que os queremos presentar con un Paseo en Imágenes que podréis disfrutar en el PDF adjunto
Si queréis seguir recibiendo información sobre el TOPIC enviarnos un e-mail o inscribiros en nuestra página web http://www.topictolosa.com

Si queréis presentar propuestas sobre representaciones, co-producciones, residencias, investigación, talleres, congresos, etc., las esperamos con curiosidad e interés.
A la hora de planificar vuestras giras por esta parte de España, de Europa o del mundo, tenerlo en cuenta para mandarnos información.
Un fuerte abrazo y que en 2010 crezcamos en paz, amistad, arte y prosperidad.

 

Idoya Otegui y MIguel Arreche
Tolosa, 8 de Enero de 2010

 

 

TOPIC - Centro Internacional del Títere de Tolosa
por Toni Rumbau

Se abrió en Tolosa, en Noviembre de 2009, un templo a las artes del desdoblamiento. Situado en la Plaza Euskal Herria, lo que antes era cárcel y Palacio de Justicia, hoy es Museo, Teatro, Biblioteca, Talleres, Centro de Documentación y aún otras cosas relacionadas con el Teatro de Títeres en todas sus variantes.
Destaca el Museo, sin duda la joya del TOPIC, y una magnífica sala ricamente equipada para 250 espectadores. Tres mil seiscientos metros cuadrados en total dedicados a satisfacer las necesidades de una de las artes más avanzadas y antiguas del mundo.

Este sueño convertido en realidad es obra de Idoya Otegui y Miguel Arreche, los dos empeñados emprendedores que en su día crearon el festival Titirijai. Pusieron el listón muy alto, dónde nadie antes lo había puesto en España, y se han salido con la suya.
La inauguración tuvo lugar el viernes 27 de Noviembre con profusión de actos fuera y dentro del edificio del TOPIC, y con la presencia de numerosos invitados procedentes de muchísimos países del mundo.

 

El Museo constituye uno de los lugares más entrañables del nuevo centro. Con diseño del arquitecto catalán Dani Freixas, ofrece a los visitantes un recorrido intimista (sólo se aceptan grupos reducidos de visitantes cada veinte minutos) y a la vez muy exhaustivo sobre lo que significa en el mundo el teatro de títeres y de sombras.

Las distintas colecciones, algunas muy completas y excepcionales (como la de las marionetas de Vietnam, o las de la China y la India, o la de la titiritera Mariona Masgrau), están expuestas de un modo elegante y teatral, con una utilización logradísima de los espejos que causan verdaderos efectos especiales de “infinitud”.

Ocupando la casi totalidad de una de las plantas del edificio, parece mucho más grande de lo que es. La exhibición de videos y voces grabadas que acompañan al visitante es otro de los hallazgos del Museo, en el que se ha dado primacía a la imagen y al sonido por encima de la palabra escrita.

 

Resumiendo lo dicho y a modo de breve inventario de lo que ofrecen sus 3.600 m2 de superficie, el TOPIC es:
Un museo permanente y exposiciones temporales.
Un centro de documentación, archivo y mediateca, totalmente digitalizados.
Un moderno y bien equipado espacio escénico con un aforo para 250 espectadores.
Sala para producción, montajes o ensayos.
Espacios para actividades escénicas compatibles.
Salas para talleres y cursos tanto presenciales como online por videoconferencia.
Una pequeña residencia para artistas y/o investigadores.

Todo un lujo para Tolosa y para los titiriteros del mundo entero.
Más información en: http://www.topictolosa.com

 

Toni Rumbau

Ya se puede ver los tres videos:
- Vidéo sobre la Inauguración
- Vidéo 1 y Vidéo 2 sobre el Museo.

 

 

 

Inauguración Histórica
por Eugenio Navarro

El pasado mes de Noviembre tuvo lugar en Tolosa un acontecimiento difícil de imaginar hace unos pocos años. La inauguración de un centro internacional de títeres, Topic, que llevaba años gestándose quizás ya desde aquellos primeros festivales Titirijai a principio de los años 80 donde los titiriteros dormíamos en un pequeño hostal y ocupábamos un par de mesas de una sociedad gastronómica y que cumplió con la agenda prevista y abrió sus puertas el día indicado.

 

Toda una fiesta con titiriteros venidos de los cinco continentes a participar de los espectáculos en la calle y en el escenario de lo que promete ser un espacio vivo y emblemático, de peregrinaje obligado para los amantes del universo de los títeres y las personas que durante siglos han dedicado sus esfuerzos a este arte arraigado en todas las culturas. Y por lo visto en Tolosa de total actualidad a finales de la primera década del siglo 21.
Enhorabuena a todos los responsables.

 

Eugenio Navarro
19.2.2010
Barcelona

 

 

 

Y Los sueños se hicieron realidad
por Enkarni Genua

Tantos años, tantos titiriteros del mundo soñando con algo que parecía imposible: que en algún punto del planeta hubiera un hueco en donde Títeres y Titiriteros tuvieran ese lugar importante que se merecen, y en donde pudiera ser visitados admirados y reconocidos por todos los titiriteros y cuantas personas pasaran por allí. Un hueco/casa/lugar/teatro de ensueño que fuera más allá de un almacén donde guardar los títeres.

Y resulta, que este sueño se ha materializado. En TOLOSA en el TOPIC. Y os puedo asegurar que por muy bellas que hubieran sido vuestras expectativas no se acercan ni de lejos a la realidad.
Me gustaría tener a mi disposición un pájaro con ruedas y velas que recorriera el Planeta y os trajera a todos hasta nosotros para compartir esta alegría.

 

Cuando me preguntan que supone el TOPIC para mi me vienen tantos pensamientos a la mente que tengo que simplificar. Para mi es un orgullo. Un lugar de veneración. Una oportunidad de dar gracias porque he podido verlo. Un empujón para seguir trabajando. Un reconocimiento de que la fe y el esfuerzo de unos pocos, encabezados por Idoya Otegui y Miguel Arreche hace que se alcancen las metas más difíciles .
¿Cuando venís? Os estamos esperando

 

Enkarni Genua de Txotxongillo Taldea
21 de Febrero de 2010

 

 

 

TOPIC - Algo más que un museo, algo más que un teatro
por Adolfo Ayuso

En el museo de marionetas que encierra el TOPIC hay una sala que me sorprendió especialmente. Una sala que es la recreación virtual, por medio de un sutil juego de espejos, de una biblioteca que parece extenderse hacia el centro de la tierra. Además del magnífico teatro, además de las salas para talleres y del museo, el TOPIC es un centro de documentación y debe ser un lugar donde se expresen y custodien los estudios, las ideas y los trayectos creativos que afecten al teatro de marionetas. Esa sala llena de estanterías infinitas más que mostrar algo es un símbolo.

 

Por eso quise llevar a Maryse Badiou a que presentara allí su libro Sombras y marionetas. Tradiciones, mitos y creencias: del pensamiento arcaico al Robot sapiens. Un libro que escarba, el verbo escarbar es propio de arqueólogos y antropólogos, en las claves de la marioneta. Al principio sencillos objetos empleados para agradar o protegerse de las fuerzas naturales, identificadas luego con los dioses. Utilizada luego para explicar catecismos, para enhebrar la vida social, para expresarse en forma de arte o testimonio de una época. Materia trágica y también materia cómica, según siglos y continentes. Muchas veces confundida o empleada como banal entretenimiento o como subterfugio para ganar unas monedas.

 

Maryse Badiou, responsable de documentación del Teatro Nacional de Cataluña, ha escrito centenares de artículos sobre teatro y marionetas pero sólo un libro a lo largo de su vida. Un libro que va ampliando y perfeccionando y que se va traduciendo para que encuentre más lectores. Del original francés al catalán y ahora al castellano, lengua que da oportunidad de cruzar el Atlántico.
El edificio del TOPIC debe irse llenando de marionetas, de obras teatrales, de legajos, fotos y carteles. Pero también de reuniones, conferencias, cursos y presentaciones de libros. De epicentro de ideas y de voces. El TOPIC no ha hecho sino empezar una tarea que se hacía imprescindible para todos los países de habla castellana.

 

Adolfo Ayuso, escritor e investigador del teatro de títeres
Zaragoza (España)
20 de Fevrero de 2010

 

 

 

Si j’étais une marionnette, j’aimerais bien vivre à Tolosa
por Greta Bruggeman

Si j’étais une marionnette, j’aimerais bien vivre à Tolosa, ville espagnole du pays basque.
Pourquoi ? Tolosa, non loin de la France, est une ville ouverte sur le monde.
Et depuis Décembre 2009, TOPIC, Centre des Arts de la Marionnette est devenu une réalité, après 23 années de rêves et de luttes.

Topic est une maison, un lieu de vie magnifique qui abritent des marionnettes du monde entier.
Topic est également un théâtre, un festival international, et un grand musée avec de nombreux espaces pour des ateliers.

Et ce n’est pas fini, Miguel Arreche et Idoya Otegui et leur équipe continuent le travail avec beaucoup d’énergie et de passion. Avec TOPIC, ils ont l’ambition de créer de nombreux évènements «marionnettiques». A suivre de près.

 

Greta Bruggeman
Cie Arketal Cannes - France

 

 

 

 

 

La Flor Maravillosa
por Paco Paricio

Idoia Otegui y Miguel Arreche llevan muchos años peleando, creen que esto de los títeres vale la pena y no sólo eso, siempre han creído que una ciudad como la suya puede ser la "casa" que acoja a todos los titiriteros, por eso crearon con ayuda de otros "tolosarras" (que así se llaman los ciudadanos de ese lugar) un Festival de Títeres que siempre se caracterizó por sus excelentes exposiciones dedicadas al arte de los títeres de los distintos lugares del mundo y por la convivencia de los titiriteros con los ciudadanos del país.

Ahora después de mucho bregar han inagurado el ToPic que nos es otra cosa que una casa grande y bien diseñada para que los titiriteros del mundo nos sintamos un poco más orgullosos de nuestro oficio.

En casi todos los cuentos tradicionales el protagonista recibe un encargo que idefectiblemente debe cumplir: llevar la cestita a casa de la abuela, conseguir la flor maravillosa que curará a la princesa enferma, etc., pues bien Idoia y Miguel recibieron ese encargo y tras muchas peripecias han cumplido su cometido, ¡Enhorabuena! Yo estuve allí y puedo contarlo.

 

Paco Paricio
Los Titiriteros de Binéfar

 

 

 

Nevó sobre Tolosa
por Lola Atance

Queridos colegas,
Os cuento que nevó muy cerca de Tolosa coincidiendo con la inaguración del TOPIC, nevó muy cerca, (pero Susanita Freire se quedó sin ver la nieve caer. Ella nunca vé la nieve, siempre vé el mar).

Como confetti en esa fiesta grande de los titiriteros que ha sido celebrar la apertura de ese palacio de realidades llamado TOPIC estábamos todos juntos, celebrando, tan cerca de la navidad, como niños , el milagroso regalo para la "hermandad titiriteril" de ese espacio mágnifico y celebrandólo como se celebran las navidades: con amigos, comiendo, bebiendo, ríendo, contando, reencontrando eso siempre gracias a las muñequitas de susana, compartiendo los espectáculos programados, conviviendo...enfín disfrutando de el lado más amable de nuestra profesión a la que profesamos pasión.
(yo no lo voy a olvidar mientras me acuerde...).

Ahora nos queda mantener el TOPIC vivo. Como dice el principito:"Soy el responsable de mi rosa" y no lo olvidemos. (que tambien el autor de Peter Pan decía algo así como que "Tenemos memoria para poder tener rosas en invierno".

 

Un fuerte abrazo,
Lola la titiritera
Ex-titiritera,
y asesora artística de programación
Madrid
12 de Marzo de 2010

 

 

 

Opening of TOPic - November 27, 2009
por Nancy L. Staub

I happily represented CPA, the Center for Puppetry Arts in Atlanta, Georgia, USA at the opening of TOPic, the Tolosa International Puppetry Center, November 27, 2009. Co-director, Miguel Arreche gave me a personal pre-opening tour.
We hosted him in Atlanta along with co-director, Idoya Otegui, and the Mayor of Tolosa, Jokin Bildarratz, when they were in their planning stage. We congratulate them on the realization of their vision.
The spectacular celebration began with several street performers and a lively dance of traditional giant puppets in the square facing the center. The superb Compañia Joan Baixas presented Zoe as the inaugural performance in the new theatre. The 27
th Titirijai, international puppetry festival, followed the opening from November 28th to December 12th at TOPic and other venues.

 

WHERE
Tolosa is in the heart of the Basque country on a river plain surrounded by green mountainous terrain, twenty minutes by train away from the charming beach resort San Sebastian. Nearby are Pamplona of running of the bulls’ fame, and Bilbao, the location of the new Guggenheim Museum.
The population of around 18,000 people embraces TOPic as an asset to their community and proved to be gracious hosts. We sampled their unique cuisine at a different dining club each day. The clubs participate in cultural and sport activities as well as the art of cooking. (Their signature red bean dish made me feel at home, especially when they provided me with Tabasco sauce, an essential element for a Louisiana palate). Noted for particular pastries and good bread, Tolosa has a unique museum of confectioners from the 14
th century to the present day. The picturesque old town prospers with modern economic development and expansion.

 

WHAT IS TOPic
TOPic serves as a meeting place for puppeteers from around the world, open to all who wish to develop, promote and perfect the art of puppetry from traditional to avant-garde. It emphasizes imagination, innovation, and originality.
TOPic focuses on children, encouraging them to investigate puppet theatre, an artistic expression that receives increasing recognition and support. Tolosa proposes to be an epicenter of puppetry arts to boost this trend. It plans to collaborate with the centers, committees, and commissions of UNIMA, L’Union Internationale de la Marionnette.

 

HISTORY
The Centro de Iniciativas de Tolosa organized annual international puppetry festivals, since 1982.
Over 25,000 people attended performances and exhibits each year.
In 1987, Miguel Arreche and Idoya Otegui began planning an arts center to house and advance their activities.
In 1999, the Tolosa City Council chose the site of an old court house on the charming Euskal Herria Square. Architect Anton Pagola preserved the façade while creating state of the art facilities within. Mayor Jokin Bildarratz spearheaded funding for the construction of facilities for TOPic.
This year, the dream became a reality.

 

FACILITIES
The large handsome foyer with a small shop leads into a modern 250 seat theatre. An added feature is simultaneous translation equipment available at each seat for conferences. A multi-purpose black box space adjacent to the stage serves for intimate performances as well as rehearsals and receptions. There is a small public refreshment lounge for socializing.
There are several rooms for rehearsals, classes, video screenings, storage, etc. The center plans to present long distance learning programs from its video studio. There are offices and a data center for archives and media, entirely digitalized. Over 1800 videos, 1400 posters, and 100,000 documents can be viewed.
The museum space occupies one entire floor. In addition to the “permanent” exhibition, visitors can see visible storage of the rest of the collection of over 1400 objects brightly lit behind a wall of glass perched at the top of the foyer. The majority of the collection is Asian, but there are examples from Africa, the Americas, and Europe. Most date from the second half of the 20
th century except some rare Chinese shadows from the 18th and 19th century. An adjacent space houses temporary exhibits.
There are a few independent apartments for artists and researchers. (I suggest spring or summer as winter is cold). Practical planning included adequate rest rooms and accessibility for disabled people (and old ones like me).

 

THE FESTIVAL
Each year, the festival directors invite a guest country to sponsor performing troupes and to mount an exhibit. The most recent nations include China, the Czech Republic, Iberia, India and Russia. This year the festival chose French speaking Canada.
The historic exhibit titled Window on Puppetry in Quebec filled the 17
th Century Aranburu Palace which houses a library and the city archive. The informative catalog states that Guignol arrived in Quebec Province (which includes Montreal) as early as the 18th century. Puppetry did not thrive there until the 1940’s. Since then the Quebecois developed a reputation for world class productions. In the past 25 year some of the best companies in the world originated there. 5 participated in the 2009 festival.

This year 1 company each from the following countries participated: Israel, Italy, Korea, Mexico, Portugal, and Thailand. 10 troupes from various parts of Spain were chosen to join them.
A series of meetings presented interesting topics, including puppet theatre of Quebec, introduction of new publications and the process of artistic collaborations.
The high quality of the productions and the attendance speaks to the expertise of the festival directors.

 

THE TOPic EXHIBITS
The first temporary exhibit at TOPic
displayed the colorful puppetry of Mali. Contemporary Malian puppeteer Yaya Koulibaly loaned some of his puppets along with many traditional figures. Mamadou Samake, President of the UNIMA Commission for Africa, assisted in the research and organization and both attended the opening. The catalog for Puppets of Mali contains numerous marvelous photos and informative essays.

The first “permanent” exhibit of the TOPic collection employs numerous multi-media techniques. The architect who designed the Museum is Dani Freixes. He is from Barcelona and when he was studying architecture he started to love puppetry because of Joan Baixas. He worked with Joan’s company La Claca.

Before entering, visitors press a panel to choose the language for the taped introduction. Red curtains open to admit them and close behind. A small box to the right reveals a mechanized replica of the TOPic mascot, Mariona, a cute little pigtailed girl. She welcomes everyone and gives instructions on proper behavior in a museum.

A set of curtains at the other end opens and visitors enter a glass room with strings of colored lights lining the floor blocks. To the left on a map of the world, red spots appear in synch with a recorded narrative to show where important puppet traditions can still be found. Asked to turn around, visitors face a mirrored wall.

 

As the narrator discusses a specific region, the interior of a glass box illuminates to reveal examples of the puppets mentioned, grouped by country or technique. Video clips are projected on the wall to show puppets in action. The mirrored side wall, floor and ceiling make the wall of lit boxes of puppets seem to extend infinitely. Puppets in the TOPic Museum are really ubiquitous.

Asked to exit, the visitors can now go at their own pace. The long entrance hall contains puppets of all kinds and traditions standing in and on uniform shipping crates as if in a storage room. Shipping tags indicate the country of origin, type of puppet, and sometimes the name of the character and/or the maker. The rest of the exhibit maintains this simple design quite effectively.

The first section and video points out that puppets are fun and universal. Another video demonstrates famous puppet characters and the next, puppets in film and television. The final huge room displays puppets by technique. Shadows line the entrance way. Each of the groupings by technique has a continuous video. A split screen sometimes shows the manipulator or controls of the puppet simultaneous to the moving figures. There are string puppets operated from above including those with rods, rod puppets operated from behind or below, hand puppets and “other” which includes finger puppets, animated objects, and humanettes, among many.


Before the exit, a room designed as a library with giant books lining the wall and seeming to support the clear plastic floor, screens a video emphasizing the common element of puppet shows, the story.

Posters cover one wall of a large room in the center of the museum. In the space of 2 posters, a series of poster images appear on television screens. A cube of building blocks bearing photos of people important to the development of the art stands in the middle of the room. A video of Alexander Calder’s Circus exemplifies famous artists who advanced the art form. An adjacent room holds examples of puppet stages.

 

Throughout the exhibition painted quotes about puppetry appear on walls. Martha Graham received credit for this one: “A puppet is an emotion, a direct feeling, a metaphor, an image that communicates; the puppet moves us, we do not move it.” My favorite was attributed as anonymous but sounds like something Peter Schumann might say: “I know that puppets are essential, for what exactly I don’t know.”


I do know that this exhibit meets the goal of focusing on children with imagination, innovation, and originality. It serves as an entertaining introduction to the art of puppetry.

It demonstrates that puppetry is fun. It does not overburden them with text. Because most of the puppets seem new, puppetry appears to be vibrantly alive and well around the world. I was happy to see a few clips from CPA in the videos. My only concern with the exhibit would be the duration of those videos and limited “standing room only” spaces. In the “library” room a number of children could be seated on the floor.


I personally stood patiently to see every moment of every video and even went through the exhibit twice !

The web site for TOPic is: http://www.topictolosa.com
For catalogs: http://www.cittolosa.com
Booklet on the TOPic: "Un paseo en imágenes por el centro"

 

Nancy L. Staub

 

 

Entre cerros y prados
por Miguel Delgado

Entre cerros y prados los matices del verde, nubes en un cielo que sopla y cambia bruscamente del azul al blanco, que alterna las gotas de lluvia con rayos luminosos de sol. Envuelto por el río, se yergue un pueblo, desde hoy el pueblo donde habitan los títeres.

Siguiendo una céntrica calle, escondida entre portales se cobija una plaza adoquinada y bordada en su interior por columnas y balcones, la plaza porticada de Euskal Herria.
Dentro de ella se levanta la fachada de un antiguo edificio, antiguo como su plaza. Otrora juzgado y cárcel, lapidaria de sueños furtivos donde el poeta tolosarra enterró vivos sus afanes. Allí nace y es palpable hoy el brote de una nueva ilusión, los títeres han tomado el edificio y la plaza y bañan de ensueño toda la ribera del Oria.

 

Ha trocado el TopIc en ilusión todo desatino. Renovado el interior del inmueble y sembrado en sus rincones futuros recuerdos. Habitaciones en forma de museo y salón de exposiciones, talleres para trabajos y cursos de formación, espacios para la creación y convivencia, sala de ordenadores para consulta e investigación, colecciones, centro de documentación, y naturalmente un teatro donde el títere y su titiritero acamparán sus versos.

 

El TopIc de Tolosa da la justa medida al arte de la marioneta ofreciéndole un espacio de trascendencia indiscutible y la equipara por fin con las artes hermanas de la escena, una utopía hecha realidad.
El incesante peregrinar del titiritero por fin encuentra sosiego a su dulce deambular en esta plaza adoquinada de recuerdos. Los títeres tienen un lugar donde germinar sus anhelos.

Miguel Delgado
Calatayud
10 de Marzo de 2010

 

 

Un evento extraordinario
por Carlos Converso

A finales de Noviembre pasado participamos en el Festival Internacional de Títeres de Tolosa, España; el Titirijai 2009, y como siempre disfrutamos del maravilloso ambiente de cordialidad y camaradería entre los participantes propiciado, sin duda, por la visión y generosidad de sus organizadores.

 

Pero este año el festival se vio particularmente engalanado por la inauguración del TOPIC, Centro Internacional del Títere de Tolosa, un lugar único en su género, con una excelente infraestructura, pensado para desarrollar diferentes actividades y trabajos, y sobre todo un extraordinario centro de información de documentos e imágenes.


Sin duda, un gran acontecimiento para el mundo de los títeres; ahora vendrá una tarea importante: su consolidación como centro de presentaciones e intercambios, generador de propuestas y encuentros, espacio de investigaciones y resguardo de valiosos documentos y muñecos.

Será, ciertamente, un núcleo vital y útil para el teatro de títeres del mundo, que a su vez, nos compromete a todos a participar.
¡ Felicidades Miguel e Idoya, artífices principales, y a todo el equipo !

 

Carlos Converso
Xalapa - Veracruz, México

 

 

Le TOPIC
por Mamadou Samaké

Depuis le 27 Novembre 2009 le gigantesque projet de création d’un Centre International de Marionnette (TOPIC) à Tolosa, Espagne, est une réalité. Le mot sonne désormais dans le monde de la marionnette comme une référence, un repère, un symbole...
C’est bien une référence, le TOPIC, parmi les réalisations connues pour le développement des arts de la marionnette, un repère pour la découverte de la marionnette dans sa pluralité, un symbole de l’universalité de la pratique.

 

 Le TOPIC est une institution scientifique et culturelle qui se place à la croisée de toutes les activités liées à la pratique des arts de la marionnette. Il sert de lieu de recueillement pour les spécialistes et non spécialistes, jeunes et moins jeunes, en quête de loisir sain. Il peut accueillir les théoriciens de tout bord et les praticiens de toutes les catégories et de tous les styles. Chacun y trouve son compte à travers un musée ultramoderne, un centre de documentation doté d’un espace de consultation et des bureaux, une résidence pour chercheurs et créateurs; une salle des spectacles et une scène annexe pour la création de spectacles, et un réfectoire.

Le Musée était au centre de l’évènement de l’inauguration ce 27 Novembre au soir, à Tolosa. Il est composé d’une salle permanente, d’une salle temporaire et d’une réserve qui participe à l’animation en montrant son contenu à travers les vitres.

La salle permanente entraîne le visiteur dans les méandres de l’histoire de la marionnette traditionnelle et contemporaine. La visite commence ici par une narration télévisuelle à multiples écrans synchronisés qui nous fait voyager dans le temps, d’un pays à un autre et d’un continent à un autre, avant de mettre le visiteur en contact avec les témoignages matériels provenant de partout.

 

 L’Afrique était à l’honneur dans la salle temporaire avec cette première exposition consacrée au sogobo : théâtre traditionnel de masques et de marionnettes du Mali. C’était une exposition assez représentative qui ne s’est guère embarrassée de soucis de classification ou de démarche scientifique. Et la présence de quelques copies n’enleva rien de la qualité de cette belle exposition, qui a eu le mérite de nous présenter quelques marionnettes exceptionnelles, comme Sia Yatabari.

C'est une marionnette presque disparue de la scène qui évoque une page importante de l’histoire de la république du Mali: le déclin de l’empire du Ghana (IVième Siècle avant J. C. - XIième Siècle).

 

Mamadou Samaké

 

 

“Vadete et Applaudite !”
por Maryse Badiou

Se necesitan ideales, poderes de comunicación, tenacidad, paciencia y decenios de esfuerzos para llevar a cabo un espacio de nueva planta como el del TOPIC, inaugurado en el marco del Festival de Titirijai, el 27 de Noviembre de 2009, en la ciudad guipuzcoana de Tolosa.

 

Dedicado, principalmente, al arte de los títeres, marionetas y sombras, el TOPIC, producto de unas voluntades artísticas y políticas felizmente reunidas, ya tiene en sus manos los instrumentos necesarios para convertirse en el segundo Centro Internacional del Títere de Europa, gracias al equipo fundador, dirigido por Miguel Arreche alma del proyecto desde sus inicios, y su codirectora Idoya Otegui.

 

El TOPIC, un conjunto de 3600 m2 repartidos en cinco plantas; un teatro de 250 localidades, salas de ensayos, un museo, con exposiciones permanentes y temporales, planteado como una puesta en escena dinámica de la tradición y de la modernidad, un centro de documentación que ya luce una mediateca y un fondo documental envidiable que se puede consultar a través de su base de datos; siguen espacios para talleres, cursos, reuniones, debates, conferencias y destacan, entre otros, la librería especializada y la residencia para artistas e investigadores.

Todo parece existir allí para promover el encuentro, el diálogo, el puente que une a prácticos y teóricos, así como a los profesionales y al público diversificado de la calle.
Allí, parecen existir las condiciones óptimas para que pueda constituirse un vivero de creadores pluridisciplinares, abiertos al intercambio, tal como lo hemos podido experimentar el día de la presentación de nuestro libro, Sombras y marionetas. Tradiciones, mitos y creencias: del pensamiento arcaico al ROBOT sapiens (4.XII. 2009).

 

Gracias a la capacidad de adaptación de Miguel Arreche que, en el último momento, ha modificado eficazmente el calendario de sus actividades paralelas para programar la presentación de esta publicación salida poco días antes de Prensas Universitarias de Zaragoza, he podido apreciar la magnifica plataforma de campos de experimentación que ofrece el TOPIC, el cosmopolitismo ambiental, el clima de trabajo constructivo, vivificante, incitador de nuevos proyectos, y comprobar sin restricciones que se convierte, desde ahora, en una referencia ineludible del panorama mundial.

 

Maryse Badiou
Barcelona, 7 de Marzo de 2010

 

 

 

Tolosa, una ventana a los títeres
por Joaquín Hernández

Si algo me gusta sobremanera del Festival de Tolosa son las exposiciones dedicadas al país invitado. Una oportunidad única de ver el arte titiritero que en diversos momentos se ha realizado en ese país.

Pero este año el gran acontecimiento era la inauguración de TOPIC, así que mis focos de atención preferente se triplicaron: el museo y la exposición temporal de marionetas de Malí, en el TOPIC; y la exposición “Ventana al títere de Québec” (invitado este año del festival), en el Palacio de Aramburu.

Hubiera estado todo el tiempo haciendo fotografías y contemplando marionetas, si no fuese porque también había que ver espectáculos y compartir momentos con amigas y amigos titiriteros.

   

Recomiendo la visita al museo, a parte de lo exhibido en él, es atractivo en si mismo por su diseño; el empleo de paredes de espejos hace sentirse constantemente rodeado de títeres, a la vez que el espacio se percibe más amplio. Merece la pena.

 

Joaquín Hernández
(Consejero de UNIMA España y coordinador de la revista Fantoche)
Siero, 13 de Marzo de 2010

 

 

 

No paré de llorar
por Fabrice Guilliot

Es la segunda vez que tanto me hace llorar la marioneta.
La primera vez fue cuando he visto un titiritero, amigo mio, enfermo, sufriendo del corazón, salir especialmente del hospital para, en respecto a su publico, venir actuar en una carpa del festival de Charleville. Todavía el recuerdo de este momento me hace llorar.

 

La ultima semana de Noviembre 2009, me occurió lo mismo, llegando a Tolosa.
Claro, ya sabia que iba a atender un evento mundial, a ver algo increíble; pero, realmente, la emoción me apretó la garganta, las lagrimas salieron sin medio de pararlas cuando descubrí, a la inauguración, el TOPIC.

 

Escondido detrás de la fachada de un antiguo palacio de justicia, que te engaña con su dos filas de ventanas, entré en lo que, modestamente, sus instigadores llaman el más grande centro de documentación de Europa; pero por seguro, queda el más lindo del mundo.

 

En la planta baja, una sala de 250 sillones, tan grande que, a cabo de un momento, te dices que ella puede contener el edifico, por lo menos el antiguo palacio.
Las paredes de madera, pareciendo al interior de un immense nave listo para llevarte hacia países mágicos, una escena giratoria, cada asiento equipado de una mesita con enchufe informativo permitiendo organizar encuentros internacionales con traducción simultanea; realmente no debe existir otro teatro de este tamaño unicamente dedicado al títere en el mundo.

 

Al segundo piso, desde un balcón, tienes vista, gracias a un escaparate gigante, sobre el almacén donde las 1500 marionetas de la colección se descansan entre dos exposiciones temporales.
También alli se puede tomar un vaso, en el salón Ambigu; sencillo pero bien ubicado para compartir con amigos la magia del lugar.

 

Subir al tercer piso te da acceso a la sala donde, 3 veces al año, se organizara exposiciones temporales. La de Mali, que abrió la temporada inaugural, presentaba los tesoros de un arte milenario, rico de tradición y colores. Algunas marionetas te confirman, si no ya lo sabias, los líos de África con el Mamulengo Brasilero.

Pero, a este nivel, sobretodo, se encuentra el corazón, la joya del Topic; lo que por si mismo, te da gana de viajar hasta el país vasco. Se llama la "Casa de los Títeres", el Museo.
Una vez acogido por Mariona, la mascota del Topic, entras en otro mundo, en otra dimensión. En una escenografia extraordinaria, el visitor camina en espacios donde el uso del espejo amplia hasta el infinito el volumen de las piezas.
Son muros sin cimientos y tampoco techos, estanterías llenas de marionetas, pisos de vidrios sostendidos por pilas de libros.
Sin ningun escaparate para poner trabas entre la gente y ellos, todos los títeres quedan como si un titiritero, terminando su función, acababa de dejarlos alli, solo cuidando a arreglarlos por tipo de tecnica, para enseñar lo que es el guante, el hilo o las sombras.

 

El cuarto piso se dedica a la documentación, con salas donde los chicos pueden familiarse con la construcción. Un sala de consulta, con computadoras permite leer, digitalizados, todos los libros que tiene este centro, rico de tantos documentos preciosos como primera edición de Teatro de Guignol, libros en todos idiomas tan exoticos como el Persano o el Indonesiano.
Como compré algunos libros para esta biblioteca, fui invitado a poner los primeros libros sobre las estanterías. Era un gesto muy sencillo de Miguel y Idoya, pero un grande momento simbolico para mi, de estos recuerdos que no se pueden olvidar.

 

Nada parece olvidado en el TOPIC, hasta habitaciones para investigadores o un plató video que se usara para intercambios con otro lado del mundo.
Aunque, segun sus directores, no es un centro de enseño, más destinado al publico, al descubrir del arte del títere, queda seguro que, peleandose, muchos maestros quisieran dar talleres alli, aprovechando instalaciones unicas en el mundo.

 

Todavia emocionado, pero más quieto, mis pensamientos van hacia Miguel Arreche y Idoya Otegui. Ellos, sin duda, pertenecen a esta casta de personas que, además de mover las montañas por ellos mismos, te da gana de venir a ayudarlos, dejandote orgulloso de haber llevado un minusculo ladrillo a la obra.

 

Fabrice Guilliot
Charleville
26 de Marzo de 2010

 

 

 

Era una vez ...
por Susanita Freire

Yo nunca habia estado en Tolosa, era mi primera vez....
Llegué emocionada, porque ya habian pasado tantos años queriendo visitar la ciudad con su famoso Festival Titirijai y comer las alubias tolosanas, tan famosas como el frio y la lluvia de estas tierras.

Durante nuestros encuentros en festivales, Idoya y Miguel ya habian desplegado, en varias oportunidades, su plano de la construccion del TOPic y habíamos conversado sobre las dificultades y la ilusión de poder inaugurar esta utopía, en la fecha programada. Pero una cosa es ver en un papel la idealizacion de un proyecto y otra cosa es ver la obra, en persona.

Un dia antes de la inauguración oficial, cuando llegué, todavía había gente dando retoques en la pintura de las paredes....
El edifico es impresionante, todo se ha pensado en los mínimos detalles, el museo, el teatro, la biblioteca, el centro de documentación, oficinas, tienda de venta de libros, espacios para talleres y hospedaje para los artistas.
Un verdadero proyecto del siglo XXI, por y para los títeres, realizado con buen gusto y especial cariño.

 El edificio está situado en una plaza adoquinada , cuadrada y antigua que mantiene todos los sábados, una feria de estilo medieval, donde encuentras lo que se te ocurra. Desde chorizos, quesos y aceitunas hasta medias de lana y juguetes.
Es el futuro y el pasado conviviendo, lado a lado.

 

Volveré al TOPic para visitar la biblioteca, los amigos y comer esta fabulosa coliflor futurista con una buena sidra.

Eskerrik Asko, Idoya y Miguel !

 

Susanita Freire
Rio de Janeiro
10 de Marzo de 2010

 

 

 


 

Dossier publicado en la Hoja n° 20 de Julio 2010

 

El Museu da Marioneta de Lisboa
por Toni Rumbau

 

En el ecosistema de los centros institucionales dedicados a la Marioneta en la Península Ibérica, el Museu da Marioneta de Lisboa se sitúa como uno de los más interesantes a tener en cuenta, junto con el flamante TOPIC de recién abertura, el Centro de Lleida que pronto le irá a la zaga, y tantos otros centros, teatros y festivales que en ella florecen desparramados por su variopinta geografía.

 

Aunque los inicios del Museu fueron en 1987 cuando estuvo situado en un pequeño local del Barrio do Castelo, por encima de Alfama, desde el año 2001 que se halla ubicado en el Convento das Bernardas, en la Rua da Esperança nº 146.br> Se trata de un bello edificio de la segunda mitad del siglo XVII que llegó a finales del siglo XX muy degradado, con todas sus dependencias divididas y ocupadas en pésimas condiciones, hasta que el Ayuntamiento decidió intervenir, con importantes trabajos de restauración tras decidir que en él se ubicaría el nuevo Museu da Marioneta, que de manos privadas pasó a ser de propiedad y gestión municipal, lo que le garantiza su solvencia y continuidad.

 

Actualmente está dirigido por María José Machado Santos que dispone de un eficiente equipo de ocho colaboradores, siete de ellos mujeres, lo que sin duda explica el impecable funcionamiento del Museu y de sus muchas actividades.

 

La historia del Museu se remonta a la compañía Marionetas de Sao Lourenzo, creada por Helena Vaz y José Alberto Gil, quiénes decidieron en 1987 abrir un local dónde exhibir sus propias marionetas así como la colección que con los años había ido formando de títeres procedentes del mundo entero.
Pronto se vio la necesidad de por un lado ampliar el espacio de exhibición y por el otro lado asegurar su futuro, para lo que se encontró la solución antes expuesta de reubicarlo en el Convento das Bernardas.
Para ello, el Ayuntamiento se hizo con otras importantes colecciones de marionetas, especialmente de títeres procedentes de algunas de las compañías portuguesas más importantes de finales del XIX y primera mitad del XX.

 

El Museu dispone de una buena parte de la planta baja del Convento, de su iglesia convertida en un precioso teatro polivalente para unos ciento veinte espectadores, y de la magnífica y marmórea escalinata de la entrada, que por si sola constituye una de las mayores atracciones del lugar.br> El espacio que no es la capilla se divide en una ala para las oficinas y otra para las salas dónde se exponen las marionetas.

 

Es evidente que el espacio, aun siendo grande y adecuado a las actuales colecciones expuestas, alcanzará pronto sus límites, de modo que lo propio será que poco a poco el Museu vaya ocupando las demás dependencias del edificio. Esperemos que tenga suerte en su natural expansión estratégica.

 

Junto a la colección permanentemente expuesta, el Museu organiza exposiciones temporales dedicadas a la marioneta pero igualmente a las artes afines de la animación visual (pues el Museu también acoge el género del llamado “cine de animación”).br> Por ejemplo, en la actualidad puede verse una preciosa exposición dedicada a los 17 años de la compañía de marionetas A Tarumba, en la que los visitantes pueden recorrer la trayectoria de este grupo a través de un itinerario que en si mismo constituye ya un verdadero espectáculo.br> Inaugurada el 22 de julio, la exposición puede verse hasta el 10 de Octubre de 2010.

 

También acoge el Convento das Bernardas, en sus dependencias más bajas a ras de suelo de la Rua da Esperança, el llamado CAMa (Centro de las Artes de la Marioneta), el activo centro creado por Luís Vieira y Rute Ribeiro de la compañía A Tarumba, la cual tiene está instalada también en esas dependencias.
El CAMa dispone de un importante Centro de Documentación que acoge una de las bibliotecas de libros sobre títeres más completas de la Península.
Un fondo abierto a los estudiosos y que pronto podrá consultarse por Internet. Este centro es también el organizador del Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas de Lisboa (FIMFA).
El festival, que tiene el Museu como sede principal (tanto la capilla como el claustro son lugares habituales de representación junto con otros teatros de la ciudad), constituye un magnífico complemento de éste, pues durante el mes que dura el Festival, el lugar se anima extraordinariamente, con concurrencia diaria de público, y se convierte en lugar de encuentro de titiriteros, programadores y espectadores. La simbiosis Museu-Festival es perfecta y demuestra la inteligencia estratégica de los directores de ambos, que saben aunar las naturales energías de los dos proyectos.

 

Las colecciones
Al visitante que entra en el Museu se le invita a seguir un itinerario que lo llevará de los orígenes extremo orientales del género hasta las colecciones de títeres portuguesas del siglo XX.
De aquí pasará a las salas dónde se encuentran las marionetas de S.Lourenzo para acabar finalmente en unas dependencias dedicadas al cine de animación.
Si la entrada se encuentra al final de la noble escalinata de mármol del Convento, la salida es por el claustro del mismo, precioso patio que constituye un verdadero remanso de paz y lugar ideal para recapitular y volver a la realidad, tras el intenso recorrido por los mundos arquetípicos e imaginarios de la cultura humana.

 

El Museo posee una vasta colección de marionetas orientales, de Indonesia (Java y Bali), Tailandia, Birmania y China.
De ellas se exponen un conjunto de marionetas de Java, Wayang Golek, marionetas de madera manipuladas con varilla, de las que destacan por un lado las Gambiong, una hermosísimas bailarinas con las que se iniciaban los espectáculos, y un grupo bastante raro de marionetas con piernas perteneciente a este grupo.
También podemos ver en la entrada dos marionetas de Tailandia, un Hanuman (mono) y un guerrero, de atractivas formas y medidas.

 

Posee también el Museu una buena colección de marionetas y máscaras de Sri Lanka, que en su día fueron motivo de una exposición temporal.
De ellas se exponen un impactante demonio, algunas máscaras orientales seleccionadas por su impacto y una preciosa máscara de elefante que impresiona por la delicadez de su forma y decoración.
También pueden verse algunas de las preciosas marionetas de agua del Vietnam, con un video que muestra una representación de las mismas.

 

Tras pasar por unas vitrinas dónde se puede ver una buena representación de siluetas de teatro de sombras tanto chinas como de Indonesia y Turquía, que sitúan al visitante en los mismos orígenes del teatro, llegamos a una sala dedicada a los personajes del teatro de títeres popular europeo: algunos Polichinelas (Punch, Polichinelle, …), Guiñol y los Pupi de Palermo.
Siguen luego unos Mamulengos de Brasil, pocos pero muy hermosos.

Entramos entonces en una de las partes que a mi me parecen más interesantes del Museu, la dedicada a las marionetas populares portuguesas de principios del s.XX.
Tras unas referencias a los Robertos y a los Bonecos de Santo Aleixo (con un sugerente retablo vacío de muñecos que muestra los hilos con los que esta tradición solía cubrir la boca del teatrillo, para que no se vieran las varillas de los muñecos), tropezamos con las marionetas de Faustino Duarte.
Por de pronto, hay que fijarse en la vieja fotografía que muestra al titiritero con su compañía y sus músicos: una imagen que nos habla de otros tiempos y otros estilos que sin embargo están muy cerca de nosotros, en el tiempo y en el espacio.
Son unos pocos títeres los que se muestran de Duarte, pero impactantes y poderosos, como el policía con bigote, o el impresionante matrimonio ya de una cierta edad, dos joyas escultóricas de una fuerza sobrecogedora.

 

Sucede luego un cuadro que sin duda constituye una de las joyas del museo: la procesión de semana santa compuesta por 18 muñecos, obra del titiritero Manuel Rosado.
¡ Qué maravilla de muñecos y que gracia el conjunto que parece estar moviéndose en su marcha eterna por las calles de cualquier ciudad de Portugal !
Toda una representación de tipos populares de otra época antigua cuyas caras tienen un estilo muy propio, todas rollizas y llenas de vitalidad.
Cuando luego se ve una fotografía de Manuel Rosado, se comprende el porqué de estas caras: ¡ son como las de su creador, orondo y contento de ser lo que era ! Observar el conjunto de las marionetas de Manuel Rosado es una verdadera gozada y uno puede quedarse horas detenido ante ellas.
Las fotografías del titiritero con su mujer y con el pabellón dónde montaba su teatro en las ferias a las que solía acudir, son también dignas de ser vistas una y otra vez.
Lástima que no exista ningún documento filmado de estas marionetas, aunque ver las figuras del torero, del “fandangueiro”, de las máscaras, o del diablo, nos hace pensar en un teatro lleno de fuerza y de humor, con números clásicos como la “tourada”.

 

Siguen luego más imágenes fotográficas y marionetas de otros titiriteros de los que iban por las ferias, como Joanquim Pinto y Henrique Duarte, hijos de Faustino Duarte, que manejaban tanto marionetas de guante como de hilo.
En la foto se ve al viejo titiritero manipulando una típica calavera de hilo, mientras a su lado, un joven Joaquim Pinto lleva un Roberto en la mano con una estaca de armas tomar.
Se nota que movían marionetas de hilo de un cierto virtuosismo y de una gran belleza, como se constata con la hermosa figura de la Viuda Carolina.
El títere que representa a un soldado, y luego la marioneta que dice ser un policía, son igualmente impactantes, con unas caras de borrachín uno y de sanguinario el otro, que nos hablan tanto del mundo del Guiñol francés como de los títeres del Bululú narrados por Valle-Inclán en los Cuernos de Don Friolera.

 

Sin duda este capítulo de los titiriteros de finales del XIX y principios del XX, que iban de feria en feria convertidos en potentes empresarios e instalados en pabellones, en los que lucían incluso de orquesta, constituye un material que jamás había visto en ningún museo de España.
Como cuenta Luís Vieira en el catálogo del Museu, citando una entrevista que Henrique Delgado hizo a Joaquim Pinto, “su pabellón tenía cerca de 20 metros de largo por 7m de ancho.
El éxito del número tradicional de la danza del esqueleto con la Viuda Carolina era tal, que llegó a representarla durante 16 horas seguidas.
Los espectáculos estaban representados por tres “palhetas” (tres titiriteros provistos de “lengüeta”) y dos ayudantes, además de tener una pequeña orquesta constituída por un trombón, una concertina, un saxofón, un acordeón y una trompeta”.

 

Seguramente las compañías que recorrían las ferias en España serían muy parecidas a las de Portugal (cuando no las mismas en algunos casos), y sería fantástico encontrar testimonios y documentos de esta época tan poco conocida del titeritismo ibérico.
Dos obras a salir pronto llenarán este vacío: el esperado libro de Adolfo Ayuso sobre la historia de los títeres populares en España, y el libro sobre los títeres de ferias de Rute Ribeiro que aparecerá en Noviembre de 2010.

 

Una vitrina en la sala siguiente muestra el trabajo de una titiritera portuguesa que fue pionera en su momento en la creación de espectáculos de títeres de calidad: Maria Emília Perestrelo.
Por lo visto, su influencia fue grande, y sus títeres, hechos de tela rellena, muestran un dominio increíble de este tipo de material, capaz de modelar rostros de una enorme fuerza y personalidad.
El trío de señores que parecen asistir a una importante reunión parlamentaria no tiene desperdicio.

 

A continuación viene el teatrillo dedicado a las marionetas de Mestre Gil, situado enfrente de las de Perestrolo. Se trata del primer caso de una compañía de títeres de creación, formada por Augusto de Santa Rita (1888-1956), hermano de Santa Rita pintor, amigo de Fernando Pessoa y miembro del equipo de redacción de la revista Orpheu.
Sorprende la calidad de los títeres de la compañía, por lo visto obra del artista Júlio de Sousa, también hechos de tela rellena y compuestos a base de botones, originales cosidos y pinturas.
La primera impresión, al verlas, es de deconcierto, pero a la que te fijas, se percibe el increíble trabajo artístico de su constructor.
Esta compañía se instaló primero en el Café do Coliseu dos Recreios, aunque después estuvo también en la conocida Feria Popular de Lisboa (hoy desaparecida).

 

Un capítulo aparte es el teatro de la marionetista y escritora Lilia da Fonseca, y su famosa compañía llamada O Teatro de Branca-Flor. Según cuenta Rute Ribeiro, fue pionera en el teatro de títeres para niños en Portugal, siendo una persona muy querida en el país.
Tomó posiciones contra la dictadura, lo que la llevó a una cierta marginación. El Museu da Marioneta le ha dedicado una de sus exposiciones temporales en colaboración con el Museu Nacional do Teatro de Lisboa, poseedor de parte de su legado.
Lilia de Fonseca creó el primer centro de Unima de Portugal en los años sesenta y participó en algunos festivales internacionales de títeres.

 

Las Marionetas de S.Lourenzo
Las salas dedicadas a las marionetas de la compañía S.Lourenzo, construídas por Helena Vaz, constituyen sin duda uno de los platos fuertes del museo, dada la calidad de estas figuras, de caras y manos de cerámica y cuerpos cubiertos con elaboradísimos vestidos.
Como antes se ha dicho, el mismo Museu nació para dar un sitio a las marionetas de la compañía, conscientes del valor que tenían en si mismas.

 

Fundada por el músico José Alberto Gil y la escultora Helena Vaz, la compañía Marionetas de S.Lourenzo tomaron como fuente de inspiración y punto de partida la ópera bufa del siglo XVIII y muy especialmente las obras de Antonio José da Silva “O Judeu”, una gran parte de las cuales pusieron en escena (aunque también representaron obras de Gil Vicente, entre otros autores).

Fundada por el músico José Alberto Gil y la escultora Helena Vaz, la compañía Marionetas de S.Lourenzo tomaron como fuente de inspiración y punto de partida la ópera bufa del siglo XVIII y muy especialmente las obras de Antonio José da Silva “O Judeu”, una gran parte de las cuales pusieron en escena (aunque también representaron obras de Gil Vicente, entre otros autores).
Seguramente su mayor atractivo es haber conseguido un teatro popular de marionetas (utilizaron incluso un carro tirado de un caballo como escenario) desde presupuestos culturales de muy alta calidad, tanto en la confección de los muñecos como en la misma representación, con cantantes y músicos en escena.

 

Las marionetas eran manipuladas directamente por el manipulador cubierto de negro según una forma simplificada de “Bunraku”.
Impresionan los rasgos de los muñecos, que parecen muchas veces retratos mortuorios de los personajes, pero aún así llenos de vida y fuerza expresiva.
Puedo dar fe de la eficacia teatral de estas marionetas porque con esta compañía nos iniciamos Mariona Masgrau y yo en el Teatro de Títeres en el año 1975.

 

La compañía dejó de actuar tras la muerte de su director, José Alberto Gil.

 

La visita al Museu acaba con una sala dedicada al cine de animación, con la reproducción de un plató especialmente pensado para este tipo de cine.

 

Adjuntamos unas imágenes en video del Museu da Marioneta divididas en tres partes:
1) Entrada del Museo, algunas marionetas de Extremo Oriente, Mamulengos, Robertos, Bonecos de Sto. Aleixo y títeres de Faustino Duarte.
2) Títeres de Manuel Rosado, Joaquim Pinto, Henrique Duarte, Lena Perestrelo y Maestro Gil.
3) Marionetas de S.Lourenzo.

 

Museu da Marioneta
Convento das Bernardas
R. da Esperança, Nº 146
1200-660 LISBOA
Tel: +351 213 942 810
Fax: +351 213 942 819
Email: museudamarioneta@egeac.pt

Web: http://www.museudamarioneta.egeac.pt

 

 

Este reportaje forma parte del proyecto de Toni Rumbau
"Rutas de Polichinela - Títeres y Ciudades del Mundo".

 

 


Dossier publicado en la Hoja n° 21 de Diciembre 2010

La Hoja del Titiritero agradece a Guadalupe Alemán Ramírez y Simón Álvarez Alemán que autorizaron la publicación del texto y fotos de su ponencia, enviada por nuestras colaboradoras Cecilia Andrés, del grupo Gente de teatro de títeres y  Lourdes Aguilera, miembro de la Unima México.

 

En el pasado XXV Festival de Títeres en Tlaxcala, tuvimos el enorme placer de participar en un reconocimiento que se les dió a las personas e Instituciones que han apoyado este evento en todos los años que ha durado, entre las cuales estuvo presente la UNIMA-México, lo cual nos ha llenado de orgullo.
Pero aún más satisfactorio ha sido que estuvieron presentes Los Creadores Fundadores de este proyecto: Guadalupe Alemán Ramírez, Alejandro Jara Villaseñor, actualmente radicado en Venezuela y Simón Alvarez Alemán.

Comparto esta ponencia de Guadalupe, donde narra sintéticamente como nació y creció este proyecto, con la intención de informar y de rendir un homenaje a estos teatreros que trabajaron muy duro durante muchos años para realizar un sueño que nos ha beneficiado principalmente a todos los interesados en el Arte de los Títeres y que permitió comunicar abiertamente una parte importantísima de la historia de México, como lo es la Compañía Rosete Aranda.
Lourdes Aguilera

 

XXV Edición del Festival Internacional "ROSETE ARANDA" de Tlaxcala
Su historia

por Guadalupe Alemán Ramírez y Simón Álvarez Alemán

 

La tradición del arte de los títeres, tiene hondas raíces en el estado de Tlaxcala. Se sabe que desde tiempos prehispánicos en Cacaxtla, los olmeca-xicalancas utilizaban muñecos articulados en sus ceremonias rituales. Considerado un arte universal que con su esencia nos remonta a nuestros orígenes prehispánicos como una manifestación del hombre, inicialmente en el rito y posteriormente en las artes escénicas.

 

Con la llegada de los españoles nuevas técnicas y conceptos fueron introducidos a nuestro territorio, mismas que fueron apropiadas y reinterpretadas por las sociedades indígenas mesoamericanas. Durante la época colonial llegaron a la Nueva España diversas agrupaciones de titiriteros que sin duda dejaron profunda huella e importantes influencias en la población.
Sin embargo es hasta el año 1835 cuando en Huamantla, Tlaxcala, surge una Compañía Mexicana de Títeres de la Familia Rosete Aranda, sentando así las bases para que posteriormente surgiera la "Compañía Nacional de Autómatas Hermanos Rosete Aranda", llegando a ser la agrupación más importante de latinoamérica.

 

En los años de 1983 y 1984, Alejandro jara Villaseñor, Guadalupe Alemán Ramírez y Simón Alvarez Alemán, grupo "Tiripitipis" trabajaron en el Proyecto "Sensibilización, Apoyo y Promoción de Actividades Teatrales en Comunidades Tlaxcaltecas, patrocinado por el Instituto Nacional de Educación para los Adultos, en pueblos muy marginados en donde el INEA tenía instaladas Salas de Lectura para apoyar la alfabetización, se crearon seis grupos de teatro campesino que daban funciones en su propia comunidad, pero también salían a represen tar las obras en los poblados vecinos. En los pueblos que se llegaba se recopilaba información de la cultura popular del lugar, para que fuera publicada en la Revista del INEA o en ocasiones convertir la en un producto escénico. A partir de esa experiencia hubo interés por la investigación de la Historia de Tlaxcala, se leyó lo poco que había de Miguel N. Lira.
Con la guía del maestro Desiderio H. Xochitiotzin, se hurgó en el siglo XVI y de manera natural se llegó a la información de la familia Rosete Aranda,causando asombro la historia de esta Compañía, la conclusión fue que la tradición estaba casi desaparecida.

 

 

 

Por tal motivo se decidió elaborar el primer proyecto para un Festival de Títeres en el estado de Tlaxcala, fue firmado el 14 de junio de 1983 por Alejandro jara Villaseñor y Guadalupe Alemán Ramírez "Grupo Tiripitipis" y se presentó al Ing. Alfredo Vázquez Galicia, Secretario de Extensión Universitaria de la Universidad Autónoma de Tlaxcala; al C.P. Alejandro García Arenas, Director de Turismo del gobierno de Tlaxcala y al Lic. Eugenio Romero Melgarejo, Jefe de Cultura de la Delegación del ISSSTE en Tlaxcala.

 

Gracias a la sensibilidad y amplio apoyo de estos tres funcionarios públicos y a la solidaridad de los maestros Francisco Rosete Aranda, Gilberto Ramírez Alvarado "Don Ferruco", Roberto Lago, y la Unión Internacional de la Marioneta se inician los Festivales de Títeres en Tlaxcala.

 

Los festivales nacieron de nuestro andar por la tierra tlaxcalteca, la tierra como sustancia universal, fecundada por la lluvia, simboliza la función maternal y ella la tierra dio vida a los Festivales, ¡ por eso echaron hondas raíces ! ya que una de las relaciones primordiales, que el hombre siempre ha tenido con la realidad que lo rodea ha sido la comunicación con lo divino, por eso, hoy día, estamos festejando un cuarto de siglo de la fiesta de los títeres en Tlaxcala.

 

A veces hay que recurrir al misticismo y al simbolismo y adentrarnos en su misterio... para seguir acercándonos a la memoria ancestral de nuestros pueblos...

 


Guadalupe Alemán Ramírez en
su andar por la tierra Tlaxcalteca

 

Los objetivos que se plantearon desde el primer festival fueron los siguientes:
a) Que el pueblo de tlaxcala conociera la importancia de la compañía Rosete Aranda.
b) Motivar la creación de grupos estatales de teatro de títeres.
c) Preservar y difundir el arte mexicano de los títeres.
d) Propugnar por hacer de tlaxcala uno de los principales centros titiriteros del mundo.
e) Ofrecer nuevas alternativas estéticas y de reflexión al movimiento titiritero nacional y latinoamericano.
f) crear la escuela mexicana del títere.

 

Y los objetivos poco a poco se van cumpliendo y del 5 de agosto al 2 de septiembre de 1983, (un mes) damos luz al primer festival del títere en Tlaxcala, (llegamos a 4 poblaciones) como todo parto natural fue doloroso, nació pobre el chamaco, los recursos eran escasos, el primer cartel lo hicimos manuscrito, fuimos hasta México a conseguir los capelos, montamos la exposición, algunas noches trabajábamos hasta la madrugada, hacíamos grandes cacerolas de comida para los grupos invitados, elaboramos un folleto para mostrar como se construye un títere, impartíamos los talleres, transportábamos a los grupos en los lugares en donde debían dar función, fungíamos como maestros de ceremonia, en los pueblos nos subíamos a los árboles a colocar las escenografías, hacíamos la publicidad con perifoneo, dábamos entrevistas,barríamos los lugares a donde llegábamos a dar función, en Huamantla no teníamos como transportar los capelos y títeres para montar la exposición en la Colecturía y la policia nos prestó una camioneta le llamaban "Julia" y tuvimos que viajar como lo hacían los guardianes del orden afuera del transporte, en la parte de atrás aferrados a un tubo, porque adentro iba todo el material y no había sitio para nosotros, estaba lleno de títeres. Trabajábamos los tres con la consigna "la función se tiene que dar y la exposición se debe inaugurar".
El Gobernador Constitucional del estado de Tlaxcala era el Lic. Tulio Hernández Gómez).

 

En 1984, organizamos el segundo festival de títeres en tlaxcala, del 8 de junio al 7 de julio 1984 (un mes) (llegamos a 7 poblaciones) apoyados por el Instituto Tlaxcalteca de la Cultura y el Instituto nacional de Bellas Artes. En esta ocasión también el presupuesto era escaso, pero contamos con la solidaridad del Maestro Desiderio H. Xochitiotzin, quien sin cobrar, diseñó el cartel, aunque nuevamente la programación se tuvo que hacer en letra manuscrita y en un papel muy económico, pero muy económico, sumamente económico. El Gobernador Constitucional del estado de Tlaxcala, era el Lic. Tulio Hernández Gómez)

 

      
Guadalupe Alemán Ramírez, Alejandro Jara Villaseñor y Simón Álvarez Alemán al concluir el montaje de la primera exposición de títeres (1983)

 

Y el festival se ausenta de Tlaxcala durante tres años, pero nosotros sus fundadores seguimos abonando en el terreno de lo que amamos y sabemos hacer, el arte y en año de 1985 Guadalupe Alemán abrió las puertas a la comunidad estudiantil del taller de teatro del Plantel 01, del Colegio de Bachilleres Tlaxcala, quien ha dado al Estado los profesionales del teatro más comprometidos con su tierra. Y Alejandro Jara Villaseñor al frente del grupo "Tiripitipis" siguió dando funciones por todo el territorio tlaxcalteca.

 

El siguiente año de ausencia 1986, fuimos invitados por Celia Flores Macías a la toma de protesta del Presidente muncipal de Huamantla Fernando Flores macías y entregamos una carta, firmada por Alejandro Jara Villaseñor y Guadalupe Alemán Ramírez proponiendo la creación de un Museo del Títere en Huamantla.

 

En 1987, la esperanza no se perdía de darle continuidad a los Festivales y se empezó a compartir la idea de la creación de un Museo con Don Panchito Rosete Aranda,con los Maestros Gilberto Ramírez Alvarado, Roberto Lago y con el coleccionista de títeres Miguel Nárvaez.

 

 

Y en 1988 organizamos el tercer Festival de Títeres Rosete Aranda ( del 15 al 31 de julio) (15 días ) (llegamos a 14 poblaciones) apoyados por el Instituto Tlaxcalteca de la Cultura y el ISSSTE. (la Gobernadora Constitucional del Estado era la Lic. Beatríz Paredes Rangel)

 

En 1989, organizamos el cuarto Festival de Títeres Rosete Aranda, (del 31 de julio al 30 de septiembre ) (dos meses) en este año llegamos a 40 poblaciones apoyados por el Consejo Estatal de Cultura, El Instituto Tlaxcalteca de la Cultura y el ISSSTE.
Se formó un grupo de titiriteros Tlaxcaltecas y con la asesoría de Don Panchito Rosete Aranda se participó en la edición 17 del Festival Internacional Cervantino de Guanajuato, con el espectáculo "Las Auténticas Marionetas Rosete Aranda".
La Gobernadora Constitucional del estado de Tlaxcala era la Lic. Beatríz Paredes Rangel.

 

Y en 1990, con el apoyo de los maestros Gilberto Ramírez Alvarado y Roberto Lago, hicimos trámites ante el Instituto Mexicano del Seguro Social que organizaba un Festival Internacional de Títeres en el Distrito Federal, para que los grupos participantes hicieran una extensión de sus presentaciones en Tlaxcala, fueron semanas y semanas de ir a México, de hacer antesalas, solicitar audiencias, recuerdo muchos días que llegábamos muy temprano y nadie nos recibía, salíamos a comer y regrasábamos a seguir esperando, hasta que nos abrió la puerta de su oficina la Lic. Susana Rodríguez, que nos brindó todo su apoyo; y de esta manera el festival en nuestro estado se convirtió en el "Quinto Festival Internacional de Títeres Rosete Aranda" del 16 de abril al 16 de junio) ( dos meses) (llegamos a 46 poblaciones) apoyados por el gobierno del estado, El Consejo Estatal de Cultura, el IMSS, el ISSSTE y CONACULTA.

 

 

Y se concreta con la gobernadora del estado de Tlaxcala Lic. Beatríz Paredes Rangel la creación del Museo Nacional del Títere.

 

El 9 de agosto de 1991, en el marco del "Sexto Festival Internacional de Títeres Rosete Aranda", se inaugura el Museo Nacional del Títere en Huamantla, Tlaxcala

 

 


9 de Agosto 1991, Lic. Beatríz Paredes Rangel, inaugurando
el Museo Nacional del Títere en Huamantla, Tlaxcala.

 

A partir de esa fecha Alejandro Jara Villaseñor, Guadalupe Alemán Ramírez, y Simón Álvarez Alemán "Grupo Tiripitipis" entregaron la organización de los festivales a las instituciones patrocinadoras.

 

Durante los años que coordinamos los Festivales, cuidamos de manera especial que estuvieran vinculados con la sociedad tlaxcalteca que participaba no de manera pasiva sentándose a ver un espectáculo o a escuchar una conferencia. Invitábamos a compartir los eventos a titiriteros aficionados, se organizaban concursos para elaborar títeres con material tradicional y de desuso, categorías para niños, jóvenes y adultos, se hacían además de las exposiciones fijas, exposiciones itinerantes, concursos de elaboración de guiones para teatro de títeres, en categorías infantil, juvenil y libre.
Se impartían talleres para elaborar marionetas, títeres de varilla, guiñol y mojigangas.
Participaban de manera entusiasta las Escuelas Normales de Tlaxcala.

 

Estas actividades tuvieron mucho éxito y contribuyeron a dar cohesión a los festivales, ya que el público se sentía involucrado y participaba de una manera muy activa.

 

Los grupos participantes se quedaban en Tlaxcala durante el Festival y en las noches después de las funciones organizábamos tremendas convivencias, en donde se intercambiaban puntos de vista comíamos, bailábamos, se conocían los grupos y se integraban los amigos del arte de Tlaxcala.

 

Festival es fiesta y como en las culturas prehispánicas tienen un valor sagrado, nosotros disfrutábamos los festivales hasta sus últimas consecuencias... y a esperar el siguiente año..

 

 

Los grandes maestros titiriteros que apoyaron los Festivales de Titeres de Tlaxcala

 


Maestro Roberto Lago y Maestro Pedro Carreón

 


Maestra Virginia Ruano y Maestro Roberto Lago

 


Maestro Gilberto Ramírez Alvarado "Don Ferruco" y Maestra Mireya Cueto

 

Durante su estancia el festival ha visto nacer y crecer numerosos grupos tlaxcaltecas que han transitado por el sendero milenario de los títeres "Xochicueponi", "Jaguar 5", "Manchincuepa", "Malintzi", "Trapos", "Apiti", "Ustedes y Nosotros", "Imagina", "La Bruja", "Anímanos", "Titerito", "Arlequín", Grupos de los Centros Culturales del ITC y el Grupo del Depto. de Vialidad.
A través de los ojos del Festival, en la época en que las lluvias arrecian, los pueblos de Tlaxcala han visto desfilar diferentes tipos de obras y emblemáticos grupos nacionales como "La Trouppe", "Marionetas de la Esquina", "El Tinglado", "Gente", "Serendipity" "Pedro Carreón y sus Muñecos" "Baúl Teatro", "Tetli", "La Veleta", "El Grupo de Carlos Converso", "El grupo de Lourdes Aguilera, "Titirisol" de Alberto Palmero" y personajes como Tita Lizalde y Patricia Ostos, entre otros.

 

Y las comunidades tlaxcaltecas tan aferradas a sus fiestas patronales han sido participes de la fiesta internacional y ante el asombro de chicos y grandes en diferentes ediciones del Festival llegaron a Tlaxcala "Las Marionetas Acuáticas de Vietanm", "Libertablas de Argentina", "EL Teatro Central de Títeres de Sofía Bulgaria", "EL teatro Nacional de Guiñol de la Habana", "El Teatro Neline de Slovaquia", "Txotxongillo de España", Danny Dessi Theatre de Bulgaria", y el tradicional "Mamulengo de Brasil", y muchos más.

 

Actualmente el Festival de Tlaxcala hace una extensión a diferentes estados de la República Mexicana que lo solicitan. También en sus distintas ediciones ha organizado: conferencias, talleres de capacitación, foros de investigación, presentación de libros y revistas sobre el tema, exposición de títeres, concursos de elaboración de títeres, concurso de eleboración de guiones para teatro de títeres, proyección de películas, desfiles, etc...

 


Don Francisco Rosete Aranda y
Alejandro Jara Villaseñor

 


Maestro Javier Villafañe y
Guadalupe Aleman Ramirez

 

Dentro de las actividades del Festival se realiza la entrega del Premio "Rosete Aranda" y el Premio al Mérito Titiritero galardones que otorga el Gobierno del Estado y el Instituto Tlaxcalteca de la Cultura, a través del Museo Nacional del Títere, en reconocimiento a la labor de las personas que con su trabajo promueven el teatro de títeres en sus diversas manifestaciones. La Presea ha sido otorgada entre otras personalidades a Don Germán List Arzubide, Enrique Alonso "Cachirulo", Mireya Cueto, Hugo Hiriart, Gilberto Ramírez Alvarado "Don Ferruco", José Solé, Alejandro Jara, Patricia Ostos, Raquel Bárcena y a Tita Lizalde.

 

Las Diferentes Ediciones han sido patrocinadas en diversos tiempos por el Gobierno del Estado a través del Instituto Tlaxcalteca de la Cultura, La Universidad Autónoma de Tlaxcala, el ISSSTE, Delegación Tlaxcala, La Dirección de Turismo de Tlaxcala, el IMSS, El Instituto Nacional de Bellas Artes y el Consejo Nacional para la Cultura y las Artes.

 

Desde su origen los Festivales de Títeres en Tlaxcala han intentado llegar al mayor número de Municipios, retomando la tradición de este arte netamente popular y en este año 2010 estamos festejando la edición 25 del Festival Internacional de Titeres Rosete Aranda.

 

Larga vida a los festivales de títeres en Tlaxcala.

 

Público de comunidades marginadas al que llegaron
 los primeros  Festivales de Títeres de Tlaxcala

 

 

Propuestas:
1) Dar a conocer en el sector educativo de Tlaxcala la importancia de la Compañía Rosete Aranda.

 

2) Recabar información para hacer una edición de la historia de los Festivales y del Museo Nacional del Títere.

 

3) Apoyar a los grupos establecidos y crear nuevos grupos de teatro de títeres en el estado de Tlaxcala. Diseñar cursos de profesionalización y actualización; otorgar becas para que algunos compañeros salgan a estudiar al extranjero.

 

4) Crear en Tlaxcala "La Escuela Mexicana del Títere".

 

5) Que en las siguientes ediciones el Festival llegue a las comunidades marginadas de Tlaxcala.

 

6) Que el gobierno del estado de Tlaxcala, se adhiera a la petición del Centro Nacional de Investigación, Documentación e Información Teatral "Rodolfo Usigli" CITRU" para que las Marionetas Rosete Aranda, sean consideradas por la UNESCO (Organización de las Naciones Unidas, para la Educación, La Ciencia y la Cultura) como "Obras Maestras del Patrimonio Oral e Inmaterial de la Humanidad".

 

7) En las siguientes ediciones del Festival de Tlaxcala, invitar a las 5 organizaciones de teatro de títeres que han sido declaradas por la UNESCO como "Obras Maestras del Patrimonio Oral e Inmaterial de la Humanidad".

2001 -"El Teatro de Marionetas Siciliano Opera dei Puppi"
2003 -"El Teatro de Marionetas Ningyo Johruri Bunraku" de Japón.
2003 -"El Teatro de Marionetas Wayang" de Indonesia.
2005 -"El Sbek Thom, Teatro de Sombras Jémer" de Camboya.
2005 -"Gigantes y Dragones Procesionales " de Bélgica y Francia.

 

8) Al concluir la edición 25 del Festival, formar un grupo de trabajo con profesionales del teatro de títeres, que se avoque a llevar a la realidad los puntos 1), 2), 3), 4), y 5) , 6), y 7) para convertir al Festival Internacional de Tlaxcala en el más importante de Latinoamérica.

 

Histórica y cultural ciudad de Tlaxcala, 26 de julio del año 2010.

 

 

Don Francisco Rosete Aranda

 

 

 

    

 

 

 


 

Dossier publicado en la Hoja n° 22 de Marzo 2011

 

TEATRO LAMBE-LAMBE É CULTURA VIVA !
E QUEM COMEMORA SOMOS NÓS, OS CAIXEIROS VIAJANTES !!

por Mônica Longo*

Leer este texto en español

  No dia 15 de Dezembro de 2010, em cerimônia oficial ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, o Teatro Lambe-lambe recebeu o Prêmio Cultura Viva, outorgado pelo Ministério da Cultura do Governo Brasileiro. Este prêmio, em sua 3ª edição, tem o objetivo de mobilizar, reconhecer e dar visibilidade às práticas culturais de todo o país. Em uma das quatro categorias do prêmio, o projeto Teatro Lambe-lambe - Caixeiros Viajantes foi a iniciativa vencedora.

 

O Teatro Lambe-lambe, para quem ainda não conhece, é uma das mais novas manifestações do teatro de animação contemporâneo. “A última grande invenção do teatro de animação no mundo”, como observou Álvaro Apocalypse, do Grupo Giramundo.

Trata-se de um espetáculo em miniatura, de curta duração, apresentado geralmente para uma única pessoa, dentro de uma caixa presa sobre um tripé. De um lado fica o bonequeiro e do outro o público, que assiste ao espetáculo através de uma abertura na caixa.

 

No Brasil, essa técnica surgiu em 1989, com a cearense Ismine Lima e a baiana Denise dos Santos, que se inspiraram nas antigas máquinas fotográficas (foto) e apresentaram o primeiro espetáculo de Teatro Lambe-Lambe, chamado A Dança do Parto. E assim, tudo começava...

 

Para Ismine e Denise, consideradas as criadoras desta técnica no Brasil, o recebimento do prêmio é um momento memorável. “Ser cultura viva significa um reconhecimento de 21 anos de dedicação e amor ao Teatro de Bonecos. Este reconhecimento em vida é a grande diferença de nossa classe: do artista generoso ” , afirma Denise. Ismine, que inscreveu a iniciativa, comenta: “ o prêmio me deu ânimo de continuar trabalhando com entusiasmo, sobretudo pela seriedade como é realizado o procedimento da escolha das iniciativas, muitas de peso e nós ganhamos o 1° Lugar”.

 

Atualmente existem companhias teatrais no mundo todo que desenvolvem esta linguagem, chamada também de teatro de caixa, caixa mágica, mini-teatro, teatrim, entre outros. Susanita Freire, pesquisadora e titeriteira, atualmente Presidente da Comissão para América Latina da UNIMA - União Internacional da Marionete, comenta que há mais de 5 anos vem pesquisando os caixeiros viajantes. “É difícil dizer quantos lambe-lambeiros há no mundo hoje. São muitos e a cada dia surgem outros tentando ser originais. É uma modalidade de teatro fascinante”.

 

Em Santa Catarina, a primeira caixa de teatro lambe-lambe foi a do bonequeiro Antonio Leopolski (foto), que aprendeu a técnica com Denise dos Santos, em 1995. A partir de então, como dizem as criadoras, “o filho começou a andar sozinho”. Hoje Antonio já não anda mais por estas bandas, pois no ano passado partiu do mundo dos bonequeiros e passou a ser boneco (ou passarinho). Mas antes disso, ele plantou a semente, influenciando direta ou indiretamente no trabalho de muitas companhias teatrais do estado. E a semente foi tão bem irrigada que surgiram os Encontros de Caixeiros, como é o caso das Mini-Mostras de Teatro de Lambe-lambe, que aconteceram em Joinville (2007 e 2008) e Jaraguá do Sul (2010) e o Encontro Lambe-lambe Brasil, em Florianópolis (2010).

 

E vem muito mais pela frente! Atualmente há um projeto em andamento, chamado de Caixeiros Viajantes com colaboração de Denise dos Santos e Ismine Lima, e pesquisa de Susanita Freire. Este projeto busca colocar os lambe-lambeiros em contato entre si, organizar eventos, festivais, mostras e trocar informações pela internet. “Preparamos um núcleo de trabalho no Rio de Janeiro e tentamos organizar um festival no bairro de Santa Teresa (RJ)”, conta Susanita.

 

Encontros, festivais, mostras são momentos singulares, que proporcionam a nós lambe-lambeiros, a troca de saberes e o diálogo sobre a técnica, abordando questões pertinentes a este universo mágico escondido dentro de uma caixa. Em um festival de teatro lambe-lambe, o bonequeiro também vira público e o público delicia-se com a diversidade das caixas. Porque a magia de um festival é isso: muitas caixas, todas juntas, pois uma caixinha só, não faz verão!

 

* Mônica Longo é integrante da Cia Mútua, monilongo@hotmail.com

Lambe-lambeira desde 2004

 

 

Para saber mais sobre o Teatro Lambe-lambe, acesse:

ARRUDA, Katia de. O Menor Espetáculo do Mundo. In: Teatro de Bonecos: Distintos Olhares sobre Teoria e Prática. Valmor Nini Beltrame, org. Florianópolis: UDESC, 2008.

https://docs.google.com/viewer?url=http://www.ceart.udesc.br/revista_dapesquisa/volume3/numero1/cenicas/katia_nini.pdf&pli=1

 

Lambe-lambe - Revista do Projeto Espia Só ! - Formação e Montagem de Teatro Lambe-lambe. 1ª Ed. Cia Andante. Itajaí, 2010.

http://www.cia-andante.blogspot.com

 

 

Disseminadores do Teatro Lambe-lambe:

 

Cia Alma Livre -  oferece oficinas, realiza a Mini-Mostra de Teatro Lambe-lambe e fundou o Clube do Lambe-lambe, em Jaraguá do Sul - SC.

http://www.ciaalmalivre.com.br

http://clubedelambelambe.blogspot.com/2011/03/em-2011-no-projeto-bau-de-historias-do.html

 

GTEM oferece oficinas e possui um grupo de experimentação em teatro de lambe-lambe, em Belém do Pará.

http://www.getm2008.blogspot.com

 

Anjos da Noite - oferece oficinas, dirige o Centro de Pesquisas Lambe-lambe Brasil e organizou o 1° Encontro Brasil de Teatro Lambe-lambe, em Florianópolis - SC

http://teatrolambe-lambe.blogspot.com

 

Caixeiros Viajantes - Centro de Documentação e Biblioteca de Teatro de Bonecos - Rio de Janeiro - RJ.

Pesquisa e Produção de Susanita Freire: bomdeboneco@uol.com.br e Assessoria de Denise dos Santos e Ismine Lima.

http://centroteatrodebonecosebiblioteca.blogspot.com

 

Associação Nacional dos Titeriteiros do Teatro Lambe-Lambe - ANTL

A instituição tem como finalidade fomentar o ensino, a pesquisa, o desenvolvimento técnico e intercambio para a difusão do teatro de bonecos voltada prioritariamente para o Teatro Lambe-Lambe, como um legitimo campo de trabalho, sua aplicação pedagógica em escolas e atividades afins.

Ismine Lima e Denise dos Santos: caixa.lambelambe@gmail.com

http://www.teatrolambelambe.blogspot.com

 

 

 

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O TEATRO LAMBE-LAMBE NO MUNDO

Companhias Teatrais que Desenvolvem a Técnica Hoje

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TEATRO LAMBE-LAMBE UM ESPAÇO PARA O OLHAR

Salvador - BA

Brasil

Fundação: 1989

Integrante:
Ismine Lima
Espetáculos:
A dança do parto / Império dos Sentidos / O palhaço e a Bailarina / O Quarto de Van Gogh / O Palhaço Roleta
Email: circodepapel@uol.com.br
Site: http://www.teatrolambelambe.blogspot.com

Manifesto do Teatro Lambe-lambe Rumo à Feira de Mangaio
Ismine Lima e Denise dos Santos

 

“O teatro lambe-lambe e a Caravana Cultural em Busca da Feira de Mangaio é uma intervenção feito parafuso na engrenagem do capitalismo, que nem Deus explica, porque, nós, a grande maioria dos brasileiros tem fome de tudo, tem fome de teatro, de musica, de leitura... de tudo que liberta.

A Caravana Cultural em Busca da Feira de Mangaio deseja como palco as praças, as ruelas, os becos e feiras dos lugares mais recônditos deste país. É lá onde vamos, é onde estão nossos aplausos. Somos parte da rede social, que neste momento constrói coletivamente uma linguagem cênica, dramática, miúda, pequena, vigorosa e que se posta como parte do mundo que pretende libertar, nós, povo brasileiro, vítima do holocausto capitalista que mata, acorrenta e degenera o nosso povo, para a violência, somos o teatro lambe-lambe, um teatro independente, feito a mão, no peito e na raça para a rua, feiras e praças.”

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LAMBE-LAMBE DA BAHIA

Salvador - BA

Brasil

Fundação: 1989

Integrantes:
Denise dos Santos
Espetáculos:
A dança do parto / Império dos Sentidos / A devastação / Sobrevivendo / O Contador de Estrelas / Bordel / Carta à Sétima Fada / O Sapo e o Escorpião
Email: denisisantose@hotmail.com

Depoimento de Denise dos Santos
(sobre Antonio Leopolski)

 

"O contato do Antonio com o teatro de lambe-lambe ocorreu quando estávamos fazendo uma Oficina no Centro Latino-americano, chamada COR FORMA E MOVIMENTO, ministrada por Osvaldo Gabrieli, promovida pela Funarte. No ano de 1995 carreguei na bagagem o LAMBE-LAMBE e nos finais de semana apresentava para os turistas que visitavam o Centro. O Antonio se apaixonou e se viu lambe-lambeiro. Ao final do curso, adentramos pela Oficina de Marcenaria e eu confeccionei juntamente com ele a Caixa. Neste período, a Ismine divulgava a convite, essa nova modalidade teatral nos Estados Unidos, durante o Festival Domestic Ressurrection.
Desde o seu nascimento esta nova forma de teatralizar a vida já nasceu com sucesso, de imediato foi para os festivais da ABTB- UNIMA Brasil em N. Friburgo- RJ, Festival de Canela-RS , Mostra Bom de Boneco - RJ, etc..”.

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CIA DE TEATRO ENTRE LINHAS

Novo Hamburgo - RS

Brasil

Fundação: 1992

Integrantes:
Alice Ribeiro / Rita Spier / Recilda Santos
Espetáculos:
Caixa Preta Iluminada / O Patinho Feio / O Pano / O Negrinho do Pastoreio/ Cinderela
Email: aliceribeironh@gmail.com
Site: http://www.ciaentrelinhas.com.br

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CIA MÚTUA

Itajaí - SC

Brasil

Fundação: 1993

Integrantes:
Mônica Longo / Guilherme Peixoto / Lilian Barbon / Luis Melo / Cyro Delnero
Espetáculos:
A Flor / Romiau e Julinha / Missiva / Miragem
Email: ciamutua@gmail.com
Site: http://www.ciamutua.com.br

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O TITERETOSCÓPIO

Porto Alegre - RS

Brasil

Fundação: 1994

Integrantes:
Maíra Coelho / Adrian Pinar / Patricia Preiss
Espetáculos:
A Equilibrista / O Encantador Encantado / Retirantes
Email: otiteretoscopio@googlemail.com
Site: http://www.adriaenlare.blogspot.com/search/label/puppets

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CIA NAVEGANTE

Mariana - MG

Brasil

Fundação: 1994

Integrante:
Catin Nardi
Espetáculos:
Musical Blues / Teatro de Sombras Ambiental / Atenção no Trânsito! / Coringa
Email: cianavegante@cianavegante.com
Site: http://www.cianavegante.com

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TURMA DO PAPUM

Florianópolis - SC

Brasil

Fundação: 1995

Integrantes:
Sérgio Tastaldi / Márcia Pagani
Espetáculos:
A Kripta / Boisinho de Mamão / Teatro Alla Scalla Ridotta
Email: papum@turmadopapum.com.br
Site: http://www.turmadopapum.com.br
Blog: http://www.turmadopapum.blogspot.com

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TEATRO DE CAIXA

Porto Alegre - RS

Brasil

Fundação: 1996

Integrantes:
Dênis Moreira / Jéferson Cecim / Alberto Vermelho
Espetáculos:
O Encantador de Tapetes
Email: denismoreira@hotmail.com

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USINA DE ANIMAÇÃO BONECOS DA AMAZÔNIA

Belém - PA

Brasil

Fundação: 1997

Integrantes:
Denis Moreira / Jeferson Cecim / José Arnaud
Espetáculos:
O Encantador de Tapetes / A Lenda da Vitória Régia / Mater Dolores
Email: jeferson.cecim@gmail.com
Site:
http://www.jefcecim.arteblog.com.br
http://www.culturapara.com.b/teatro/usinadeanimacao
Blog: http://www.usinadeanimacao.blogspot.com

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A DIVINA COMÉDIA - TEATRIN

Maquiné - RS

Brasil

Fundação: 1997

Integrantes:
Marcelo Tcheli / Ivania Kunzler
Espetáculos:
A Cruzada / O Gato Vagabundo / Shavan e o Dragão / A Donzela Tiodora / Os Dois Porquinhos
Email: ivaniakunzler@gmail.com
Site: http://www.recantodamata.com.br

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CIA OANI DE TEATRO

Valparaíso

Chile

Fundação: 1998

Integrantes:
Camila Landon / Valeria Correa / Luciano Bugmann
Espetáculos:
Amores de Puerto / Día de Volantín / El Perro Babarito / Afuera / Swing / El Noviazgo en el Cementerio
Email: tak@wana.fr  /  camilandon@gmail.com
Site: http://www.oaniteatro.com
Blog: http://www.oaniteatro.blogspot.com

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ANJOS DA NOITE - CIA DE TEATRO

Florianópolis - SC

Brasil

Fundação: 1998

Integrantes:
Daniel Tsunami / Dhio Adelino
Espetáculos:
Lambe-lambe in Tchekov / O Carvalho e o Junco / Minhocas
Email: produção@anjosdanoite.org
Site: http://www.anjosdanoite.org
Blog: http://www.blogdoelenco.blogspot.com

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JAIME FLORENTINO - CIA DE TÍTERES

Sonora

México

Fundação: 1998

Integrante:
Jaime Florentino
Espetáculos:
Cuento Agrio / El Mundo Nocturno de Abejita Fina
Email: mundonovo_titeres@hotmail.com
Site: https://sites.google.com/a/enesonora.edu.mx/jaime-florentino-cia-titeres

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CIA DEDODEPORRAS

Montevidéu

Uruguai

Fundação: 2002

Integrantes:
Jândi Caetano de Matos / Manu Malan
Espetáculos:
El Encantador de Serpientes / Vampiros / Tango
Email: jandicaetano@gmail.com

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FAMÍLIA CHUGABOOM CINE TEATRO

Joinville - SC

Brasil

Fundação: 2004

Integrantes:
James Klaus / Jim Kaiser / Keila Miers
Espetáculos:
A Caixa Elétrica
Email: keilamiers@yahoo.com.br
Site: http://www.nosdejoinville.com.br

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MUNDO MIÚDO - TEATRO DE ANIMAÇÃO

Porto Alegre - RS

Brasil

Fundação: 2005

Integrante:
Genifer Gerhardt Dimpério
Espetáculos:
A Árvore Generosa / N’eu e N’ele
Email: genuni@ig.com.br
Site: http://www.maetoindo.blogspot.com

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CIA ANDANTE PRODUÇÕES ARTÍSTICAS

Itajaí - SC

Brasil

Fundação: 2005

Integrantes:
Jô Fornari / Laércio Amaral / Sandra Knoll
Espetáculos:
A Iluminação / Baldio / Do lado de lá / Maria do Cais / O quarto de Edith / Trickster
Email: ciandante@gmail.com
Site: http://www.cia-andante.com.br

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CIA TÍTERES DA MAGÉIA

Rio de Janeiro - RJ

Brasil

Fundação: 2005

Integrantes:
Sérgio Biff / Sarita Souza
Espetáculos:
Malagéia contando João e o Pé de Feijão / Caixamagéia em Zicartola bem na foto
Email: sergiobif@yahoo.com.br

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GRUPO CIRCULADOR

Belo Horizonte - MG

Brasil

Fundação: 2006

Integrantes:
Anderson Dias / Zina Vieira
Espetáculos:
Balão Azul
Email: grupocirculador@hotmail.com

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CIA DE TÍTERES LA MALETTE

Dpto 63

França

Fundação: 2007

Integrantes:
Adrian Giovinatti / Céline Camilleri
Espetáculos:
El Invitado / Laboratorio
Email: lamalette@gmail.com
Site: http://www.lamalette.org

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AS CAIXEIRAS - CIA DE BONECAS

Brasilia - DF

Brasil

Fundação: 2007

Integrantes:
Amara Hurtado / Jirlene Pascoal / Mariana Baeta
Espetáculos:
Coisas de Mulher / Caixas de Mitos Lendas do Brasil
Email: ascaixeiras@gmail.com
Site: http://www.ascaixeiras.blogspot.com

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CIA ROSA CARMO QUEIROZ

Paraty - RJ

Brasil

Fundação: 2007

Integrantes:
Fátima Queiroz / Lilia Rosa / Rose Carmo /Pamela Albrecht
Espetáculos:
Meninos Carvoeiros / Os Pescadores
Email: gardenia.queiroz@gmail.com

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CIA ALMA LIVRE

Jaraguá do Sul - SC

Brasil

Fundação: 2007

Integrantes:
Mery Petty / Nicoli Francine Pereira / Beth Mueller / Eduardo Alves
Espetáculos:
Merlyn Mouse / A Cobra e o Vagalume / O Segredo da Bruxa
Email: merypetty@almalivre.com.br
Site: http://www.almalivre.com.br

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GRUPO CAPIM CAPIVARA

Campinas - SP

Brasil

Fundação: 2008

Integrantes:
Denise Valarini / Isadora Gutmann / Tatiana Toledo
Espetáculos:
! Mira ! Mira !
Email: capimcapivara@yahoo.com.br
Site: http://capimcapivara.wordpress.com

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GTEM - GRUPO DE EXPERIMENTAÇÃO DE TEATRO EM MINIATURA

Belém - PA

Brasil

Fundação: 2008

Integrantes:
Edson Fernando / Anibal Pacha / André Mardock / Marilea Aguiar / Lane Martins / Karla Pessoa / Michel Amorim
Espetáculos:
Heróis / Portas Atravessadas / Mundo Doente / Urbano / Glub / Olha o Passarinho / Saudade do Sonho / Memórias / Peixe fora d’água / Grande Mini Circo / Metamorfose da Sanfona
Email: getm2011@hotmail.com
Site: http://www.getm2008.blogspot.com

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AQUINOMAS - Sombras y Muñecos

Montevidéu

Uruguai

Fundação: 2008

Integrantes:
Fernando Besozzi / Tamara Couto / Guadalupe Artigas / Rodrigo Abelenda
Espetáculos:
Aquella vida / Novias revolucionarias / Los Colores del sonido / El muerto al pozo y el vivo al gozo
Email: proyectoaquino@gmail.com
Site: http://www.aquinomas.com.org

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CIA PELO BURACO DA FECHADURA

Brasília - DF

Brasil

Fundação: 2009

Integrantes:
Luciano Czar / Maysa Carvalho
Espetáculos:
O Pintor / Cirque du Sólamento
Email: ciapeloburacodafechadura@gmail.com

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CIA BONECAS DE TRAPO

Salvador - BA

Brasil

Fundação: 2009

Integrantes:
Tacira Coelho / Yohanna Marie Assunção
Espetáculos:
Terezinha de Jesus
Email: ciabonecasdetrapo@gmail.com
Site: http://www.estamosnoblog.blogspot.com

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TEATRO DE BONECOS HERMES PERDIGÃO

Belo Horizonte - MG

Brasil

Fundação: 2010

Integrantes:
Antônio Perdigão / Aline Beatriz de Moura Guimarães
Espetáculos:
Ah Vó ! / O fruto do ovo
Email: bonecoshermes@gmail.com
Site: http://bonecoshermes.blogspot.com

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CAIXA DE LAMBE-LAMBE

Fortaleza - CE

Brasil

Fundação: 2010

Integrante:
Angela Escudeiro
Espetáculos:
O Equilibrista - Circo de Toda Gente
Email: laescudeiro.angela@terra.com.br

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CAIXEIRAS DO RIO

Rio de Janeiro - RJ

Brasil

Fundação: 2011

Integrantes:
Susanita Freire / Marcia Fernandes Pimentel
Espetáculos:
Sem Pé Nem Cabeça
Email: bomdeboneco@uol.com.br
Site: http://www.bomdeboneco.sites.uol.com.br

Blog: http://centroteatrodebonecosebiblioteca.blogspot.com

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E PARA FINALIZAR...
QUANTAS CAIXAS EXISTEM DENTRO DE VOCÊ ?

Poema de Aline Midori*

 

Caixa cerebral, caixa pulmonar, caixa ventral…tem a que de vez em quando guarda bagunça e uma que vive vazia.

 

E orifícios? Abrem-se pálpebras, lábios, narinas, orelhas, umbigos, intimidades mil !

 

Segredos então… não são fáceis de contar.

 

A caixa lambe-lambe, poderosa captadora de imagens, a serem reveladas em fotografias, de repente virou ao avesso e o sujeito que antes posava para ser visto e bem revisto agora chegava curioso, a investigar pelo orifício o que se processava secretamente em seu interior.

 

Como pode o teatro acontecer para um olho só ? Ele convida outros sentidos (outros buraquinhos!) a captarem o conteúdo.

 

Já ouvi falar de um que tem cheiro de cânfora! De um outro que faz esquentar a testa, para não dizer das prosas e melodias que brotam do fone de ouvido.

 

Imagina então a próxima: quem bisbilhota o interior são as mãos olhos vendados, ouvidos acolchoados, bonecos de papel dobrado a surgir das quatro diagonais… a sugerir vida itinerante, a cada dia expor ao mundo um pouco mais do que se passa lá no fundo, a cada noite contemplar dum novo ponto de vista !

 

*Aline Midori faz parte da Cia Watu
gestoepresenca@yahoo.com.br

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TEATRO LAMBE- LAMBE ES CULTURA VIVA !
Y QUIEN CONMEMORA SOMOS NOSOTROS, LOS CAJEROS VIAJANTES !

Por Mônica Longo*

 

En el dia 15 de Diciembre de 2010, en una ceremonia realizada en la ciudad de Rio de Janeiro, el Teatro Lambe-lambe recibió el Premio Cultura Viva, otorgado por el Ministerio de la Cultura del Gobierno de Brasil. Este Premio, ya en su tercera edición, tiene el objetivo de movilizar, reconocer y hacer visible las prácticas culturales de todo el país. En una de las cuatro categorias del Premio, el projecto Teatro Lambe-lambe - Cajeros Viajantes fue la iniciativa que ganó.

 

El Teatro Lambe-lambe, para quien todavia no lo conoce, es una de las más nuevas manifestaciones de teatro de animación contemporánea. "La última gran invención de teatro de animación en el mundo" , como ha dicho Álvaro Apocalypse, del grupo Giramundo.
Se trata de un espectáculo en miniatura, de corta duración, presentado generalmente para una única persona, dentro de una caja colocada sobre un tripé. De un lado queda el titiritero y del otro, el público, que asiste el espectáculo a través de una abertura en la caja.

 

En Brasil, esta técnica surgió en 1989, con la cearense Ismine Lima y la baiana Denise dos Santos, que se inspiraron en las antiguas máquinas fotográficas (foto) y presentaron el primer espectáculo de Teatro Lambe- lambe, titulado La Danza del Parto. Y asi, todo comenzaba...

 

Para Ismine y Denise, consideradas las creadoras de esta técnica en Brasil, recibir el premio es un momento inolvidable. "Ser cultura viva significa un reconocimiento de 21 años de dedicación y amor al teatro de títeres. Este reconocimiento en vida es una gran diferencia de nuestra clase: del artista generoso" dice Denise. Ismine, quien inscribió el projecto, comenta: "el premio me dió ánimo de continuar trabajando con entusiasmo, sobretodo por la seriedad como es realizada la elección de los projectos, algunos muy buenos y nosotros ganamos el 1° Lugar”.

 

Actualmente existen compañias teatrales en todo el mundo que desarrollan este lenguaje, denominado también como teatro de caja, caja mágica, mini-teatro, teatrin, entre otros. Susanita Freire investigadora y titiritera, actualmente presidenta de la Comisión para América Latina de UNIMA- Union Internacional de la Marionete, comenta que hace más de 5 años que investiga los cajeros viajantes. "Es dificil decir cuantos lambe lambeiros hay hoy en el mundo. Son muchos y cada dia aparecen más, tentando ser originales. Es una modalidad de teatro encantador".

 

En Santa Catarina, la primera caja de Teatro Lambe-lambe fue la del titiritero Antonio Leopolski (foto), quien aprendió la técnica con Denise dos Santos, durante un taller realizado en 1955. A partir de este momento, como dicen las creadoras, "el hijo comenzó a caminar solo...." Hoy Antonio no está más con nosotros, pues el año pasado partió del mundo de los tirtiriteros y pasó a ser un Títere ( un pajarito). Pero antes de partir él plantó muchas semillas influnciando directa o indirectamente en el trabajo de muchas compañias. Y la semilla fue tan bien regada que surgieron los Encuentros de Cajeros, como es el caso de las Mini- Muestras de Teatro Lambe-lambe, que se realizaron en Joinville (2007 y 2008) y Jaraguá del Sur (2010) y el Encuentro Lambe-lambe Brasil, en Florianópolis (2010).

 

Y tendremos mucho más de aqui para frente ! Actualmente existe un projecto en andamiento, llamado Cajeros Viajantes con colaboración de Denise dos Santos y Ismine Lima, y producción de Susanita Freire. Este projecto busca colocar los lambe- lambeiros en contacto entre si, organizar eventos, festivales, cursos y intercambiar informaciones por la internet. "Preparamos un núcleo de trabajo en Rio de Janeiro y tentamos organizar un festival en el barrio de Santa Teresa (RJ)" , comenta Susanita.

 

Encuentros, festivales, muestras son momentos especiales, que proporcionan a nosotros los lambe- lambeiros, el intercambio de conocimientos y el diálogo sobre la técnica abordando questiones que pertenecen a este universo mágico escondido dentro de una caja. En un festival de Teatro Lambe- lambe, el titiritero también será público y el público se delicia con la diversidad de las cajas. Porque la magia de un festival es eso: muchas cajas, todas juntas, pues una caja sola, no hace un festival !

 

* Mônica Longo es integrante de la Cia Mútua, monilongo@hotmail.com
lambe-lambeira desde 2004

 

 

 


 

Dossier publicado en la Hoja n° 23 de Agosto 2011

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Alternancia entre la luz y la oscuridad, el atardecer, la noche, el fuego, un eclipse, el miedo y el teatro de sombras, han formado parte desde siempre de la imaginación humana. La oscuridad tiene el poder de hacernos ver más allá de las luces de los coches o los faroles de mercurio.

¿El espectáculo ha comenzado y tal vez, sólo podemos ver una cortina cerrada?

Vamos a lo más profundo. Allí donde la electricidad no ha llegado todavía.

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Sincretismo sobre la luz y la oscuridad

por Alexandre Fávero

Texto em portugues

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Nuestros sentidos y la realidad reconocen la alternancia entre la luz y la oscuridad como un fenómeno natural. Es un convencimiento tan antiguo, que ya no provoca un interés especial en los humanos, pero no fue siempre así.

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Las fuentes de luz más primitivas, como el sol y el fuego forman parte de la vida humana, desde que sus pies marcaron sus primeras huellas en la tierra. En ese momento, sólo pensado en la realidad actual, todavía no se habían desarrollado las habilidades de bailar samba, de jugar al fútbol o de ponerse de rodillas a rezar, por lo que muy pronto estas personas, aún libres de la idolatría de celebridades emergentes, se dedicaron a adorar a las fuerzas elementales en un momento de pura inocencia. Sin ciencia, ni arte, ni religión, ni filosofía o cualquier otra teoría, se inspiraron en los primeros rayos de la luz del día y temían los relámpagos y respetaban la gran sombra de la noche.

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La luz, el calor, y sus signos vitales fueron suficientes para que todos los seres vivos del planeta se movieran instintivamente hacia esta fuente, evitando a los mamíferos con más inteligencia, tomando el elemento de la luz / el fuego como una entidad mística, respetándolos impulsivamente por su amplia capacidad, atractivo y utilidad. A partir de ahí, no demoraron en tomar la luz / fuego en otra dimensión, más en sintonía con las necesidades de una política divina, espiritual y los intereses más oscuros de la mente humana. El papel de Dios. En comparación con la evolución de la humanidad y la información cuestionable que los medios de comunicación nos ofrecen hoy en día, tal vez ésta era la opción más democrática, ecuménica y el menor de todos los pecados humanos. ¿Serán acaso Coroacy (Madre del Día) y Guaracy (Dios Sol), las más respetadas y constantes de las manifestaciones espirituales relacionados con el homo sapiens por estar unidas a la luz que viene del cielo? Son mitos antiguos de los indios y bajo el manto de la sombra de una duda, los únicos dioses proveedores de toda vida. Es evidente que no era exactamente eso lo que los jesuitas y los misioneros entendieron, pero es exactamente de la misma manera que nosotros predicamos en el día de hoy, alabando a la luz divina, evitando las sombras nefastas y así por toda la eternidad.

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Yendo más allá de esta simple reflexión teosófica y sincrética del cristianismo maniqueo, para crear nuevas figuras de expresión, que la luz del sol puede ser mucho más atractiva debido a su cualidad fundamental. Por otra parte, tiene un papel único en la generación y mantenimiento de toda la vida. La madre de la luz, el sol, cumple otras funciones en la práctica diaria de la vida: - separa la noche del día. Además, crea en los ojos de la mayoría de los creyentes y ateos, alternancia de luz / oscuridad a través de nuestros sentidos. A menudo, son incapaces de reconocer que la noche es una sombra. ¿Cómo darse cuenta de la grandeza de este fenómeno que al ocultar su propia línea de frontera, demuestra su calidad? Sólo una imagen de satélite es capaz de aclarar nuestro punto de vista limitado y la percepción de la sombra de la noche. Hay una evidencia acerca de una provocación que la visión humana no alcanza lo que desea ver. Tal vez por eso, los dos ojos quieren seguridad, luz, la comprensión del mundo, porque otros perdieron la capacidad de ver. Me atrevo a decir que la ventana de las "ventanas del alma", como dijo el poeta, necesita una buena limpieza. Se debe estar alerta a invertir un poco de esfuerzo y una buena dosis de imaginación en la investigación de las especulaciones sobre las posibilidades que impiden que los ojos puedan disfrutar de las luces y sombras en la vida moderna y confortable.

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El fuego / luz, el sol de la sustancia de formación de estrellas, es un elemento destacado en la historia del desarrollo de nuestra civilización. Después de que el fuego fue dominado por los hombres, trajo beneficios importantes para la vida humana, de manera que no sería posible vivir sin este elemento.

El primer fuego, que posiblemente se puso al alcance del ser humano desde el cielo, de forma natural y al azar, por un rayo, actúa sobre una escala mucho más pequeña que el Sol y, cuando se controla, permite más aplicaciones prácticas cotidianas que la luz del sol. Por lo tanto podemos deducir que con el tiempo y la experiencia de nuestros antepasados, se logró dominar la naturaleza extraordinaria del fuego, se desarrollaron formas para regular la combustión y aprovechar el calor, por lo que es una herramienta indispensable para producir la luz e iluminar sus cavernas, pero por sobre todo vencer la oscuridad: la noche.

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También podemos deducir que los hombres y mujeres primitivos de la prehistoria sintieron la imperiosa necesidad de utilizar el fuego en su vida cotidiana y tenían que utilizar sus sentidos para encontrar la manera de recoger y almacenar el combustible. Producir, controlar, cocinar, iluminar, calefaccionar y no ser herido por las llamas. Se inició como parte de la educación hasta la actualidad. A menudo se dice y escucha: "No juegues con fuego". Sabiamente, aprendimos y entendimos que mantener encendido el fuego y antorchas al atardecer era una cuestión de supervivencia en ese tiempo remoto, de protección y ventajas. Ya sea en forma de un incendio estructural en una pila de madera, que exuda poder y superioridad sobre los animales y enemigos que lo entendieron como una señal de peligro o en forma de una antorcha como arma de intimidación, con el calor atrapado en la punta de un palo, un manejo más práctico y ágil.

Esto fue suficiente para ver el resplandor de la llama en la oscuridad de los primeros tiempos de entender, por instinto, su alto poder destructivo. Probablemente después de un tiempo, los animales llegaron a respetar el fuego y a las autoridades que gobernaban.

Del mismo modo, los enemigos han descubierto los misterios de estos elementos, obligando a la creación de otras herramientas y a producir armas cada vez más eficientes para intimidar a sus opositores más fuertes o desarrollados. Después de una gran cantidad de madera, carbón y cenizas quedaba que el hombre aplicara el fuego para otros fines más específicos, con una mayor generación industrial y el aprovechamiento del calor para dividir, unir y forma los materiales más duros y nobles. La razón probablemente es la misma: - la necesidad de producir nuevas armas.

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La fascinación por lo sobrenatural había llamado a una disminución en la imaginación, pero siguió siendo una fuente de luz por mucho tiempo. El fuego puede ser antiguo o moderno. Es algo que está en la mecha de una vela o para abrir espacio en el territorio amazónico. Es de dominio popular, sin restricciones o derechos de autor y será utilizado para bien o para mal, como los más elementales principios de la razón humana o por instinto, pero restringido a los animales inteligentes.

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Siguiendo con esta reflexión, incluso en tiempos antiguos donde la luz se apaga, queda una referencia para encontrar otros misterios, la fuente de la filosofía. Ahí es donde el filósofo Platón, en su libro "La República" nos ofrece la clásica alegoría de la caverna, donde se nos invita a imaginar nuestro estado de ignorancia (oscuridad) y sabiduría (la luz). Vale la pena ir allí, pero yo insisto en una caverna más antigua, que gracias a la arqueología moderna, sea posiblemente el primer hogar de la civilización prehistórica. Varias de ellas fueron catalogadas en todas las partes del mundo. Está el Lascaux en el suroeste de Francia, famosa por sus pinturas. La Sierra da Capivara, en Piauí. Lo que ha mostrado la exuberancia y secretos de la humanidad. Un día voy allí, pero ahora imagino que no hay nadie. O más bien, aquellas en las que hay una gran sala capaz de albergar a algunas familias de la prehistoria en torno a una fogata. Este lugar es el escenario imaginario de una situación imaginaria, también sugiere que, en virtud de la naturaleza agresiva de la época, que los individuos en la noche, permanecieron alojados en estos refugios.

El único lugar donde había una barrera natural contra las tormentas y los animales salvajes. Es fácil de entender estos factores físicos y reales. Se trata de que nos imaginemos lo metafísico y lo sobrenatural, ya que, desde que la tierra gira, genera la noche, lo que genera miedo. El miedo humano a lo desconocido, oculto por la oscuridad de la noche. Raíz de fantasmas. Por supuesto, alrededor del fuego podrían, con mayor seguridad y comodidad, superar los peligros de los misterios reales e imaginarios, cocinar su caza para comer y dormir. No es difícil llegar a la conclusión de que compartían el espacio limitado de las cuevas y cavernas que servían de vivienda, con personas de experiencia temprana, donde desarrollaron e inventaron su propia forma de expresión y el lenguaje para comunicarse.

Con el uso continuo del fuego para cocinar, la costumbre de vivir en el momento y de la división de alimentos, aparecieron condiciones ideales para mantener relaciones, celebrar matrimonios, proporcionando la cooperación dentro del clan, la supervivencia al intercambiar experiencias, los animaron a encontrar una manera de desarrollar la expresión de un grupo. Inevitablemente, una de estas formas se encuentra la narración. Los cazadores, los líderes, los aventureros y guerreros, hablaron de sus hazañas a los componentes de la tribu, alrededor del fuego.

En este gran salón aparecieron imágenes en la cueva y se formó un círculo social con un fuego ardiendo en el centro. El clan comía y escuchaba las hazañas contadas por un cazador. Hombre de pie vestido con pieles de animales y con un palo o un hacha de piedra, gestos y gruñidos en el entusiasmo y el miedo causaban admiración entre los que participaban. La sombra del cazador, proyectada a través del fuego en el gran muro de piedra de la cueva detrás suyo, revelaban la silueta de un gigante, deforme y negro que extendía sus hazañas en el inconsciente de la tribu a través de este juego de sombras. La oscuridad de la noche, irrumpiendo en la cueva y animados por parpadeantes llamas del fuego, la vehemencia de la narración, la fuerza de su sombra espectacular en la pared y la perturbación de la tribu, es sin duda, un teatro escena.

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Pienso que casualmente el efecto de estas manifestaciones artísticas con las sombras en la caverna, puede haber sido tan radical entre el actor / narrador y la audiencia con imágenes tan poderosas, que los espectadores han expresado su entusiasmo y admiración por la narrativa, gritando y aplaudiendo a los artistas en el escenario abierto. O ¿quién sabe? Huyendo de la imagen proyectada, desconcertados por el miedo, al igual que la proyección de la película clásica de los hermanos Lumiere, cuando se mostró en 1895 un tren que llegaba a la estación de La Ciotat y causó pánico en el público que asistió a la primera proyección de películas.

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Esta creación hipotética e imaginaria, sólo se puede aceptar por la pérdida de la sensibilidad humana más allá de los límites de la razón y la realidad. Igual como lo hacen las sombras, sin esfuerzo, en pisos, paredes y techos en la vida y en los cines. De esa manera, curiosos y atentos, seremos capaces de lograr un entendimiento, aunque virtual, de la participación en la percepción visual de un interruptor que corta la oscuridad a la luz. Posiblemente utilizados al azar por el narrador de la cueva. Una primera actuación, casi temeraria, sin darse cuenta del poder de esta herramienta es la expresión del pensamiento. Tal vez debe tener un efecto sobre los que han participado en esta revelación fascinante. Tal como el efecto que hoy en día causa disfrutar de una hermosa puesta de sol, la salida de la luna sobre el agua del mar, un eclipse, o una película en el teatro. Todos los interruptores son, percepciones y sensibilidades, que naturalmente nos llevará a la época de las cavernas.

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Quién sabe si la experiencia empírica en la cueva no sea la más antigua de las expresiones humanas. Imagine esa primera escena teatral donde el protagonista se aprovechó de su sombra, tan expresiva, pronunciándose al mismo tiempo públicamente en la oscuridad del medio ambiente, el ver el resplandor de las llamas en los ojos de los espectadores. Desde entonces, con el paso del tiempo, muchas historias se han contado y las sombras han encontrado nuevos espacios oscuros para vagar como almas perdidas en el inconsciente humano, creando y alimentando los sueños, los miedos, las leyendas, mitos, fantasías, fascinación y respeto. La oscuridad y la luz siguen librando guerras mitológicas en las religiones, elevando la inocencia de la ciencia que actúa en el pensamiento filosófico, la sensibilización, la psicología humana a las artes escénicas que están atentos a sus fenómenos.

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¿Puede usted imaginar una forma similar en nuestros colegas Leonardo Da Vinci, Javier Villafañe, Carl Jung, Johann Wolfgang von Goethe, Jean-Jacques Annaud y muchos más?
Y ahí va la sombra. Error. Aquí viene...

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Alexandre Fávero
Director y sombrista
Cia Teatro Lumbre / Club sombra LTDA
Porto Alegre / RS - Brasil
+55 (51) 9978 5657 / +55 (51) 3446 9134
clube@clubedasombra.com.br

http://www.clubedasombra.com.br

http://dramasombra.blogspot.com

1/06/2009

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Alternância entre luz e escuridão, penumbra, noite, fogo, eclipse, medo e teatro de sombras sempre fizeram parte do imaginário humano. A escuridão tem o poder de nos fazer ver além dos faróis dos automóveis ou do vapor de mercúrio dos postes. Quem sabe o espetáculo já começou e nós só conseguimos ver uma cortina fechada? Vamos mais fundo. Lá aonde a eletricidade ainda não chegou.

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Sincretismo sobre a Luz e a Escuridão

por Alexandre Fávero

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Nosso sentido mais sensível e utilitário reconhece a alternância entre luz e escuridão como um fenômeno natural. É uma convenção tão antiga que já não causa interesse ao senso seletivo da atenção humana, mas nem sempre foi assim.

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As fontes luminosas mais primitivas como o Sol e o fogo tem sua natureza intransmutável e fazem parte da vida humana desde que os pés marcaram o chão com as primeiras pegadas. Nessa época meramente imaginária para os padrões de hoje, ainda não tínhamos a capacidade desenvolvida de sambar, jogar futebol ou rezar ajoelhado, mas já existia o privilégio do andar elegante na forma erétil e, sendo assim, esses primeiros indivíduos, sem atração maior por si mesmos e ainda livres da idolatria por celebridades emergentes dedicaram-se a cultuar forças elementares em uma época da mais pura ingenuidade. Sem ciência, arte, religião, filosofia ou qualquer outra teoria vigente, inspiravam-se pela luz dos primeiros raios do dia, temiam os relâmpagos e respeitavam a grande sombra da noite.

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A luz, o calor e suas funções vitais foram suficientes para que todos os seres vivos do planeta, instintivamente movimentassem suas estruturas em direção dessa fonte, ou dependendo do caso, à evitassem. Os mamíferos com um pouco mais de inteligência, adotaram o elemento luz/fogo como um ente místico, respeitando-o impulsivamente por suas amplas e irrefutáveis capacidades e serventias. A partir daí, não deve ter demorado à luz/fogo ocupar outro papel, mais afinado com a política divina, as necessidades espirituais e os interesses sombrios da mente humana. O papel de deus. Se comparado à evolução da humanidade e as informações duvidosas que a mídia nos oferece hoje, talvez esta tenha sido a escolha mais democrática, ecumênica e o menor de todos os pecados humanos. Serão Coroacy (Mãe do Dia) e Guaracy (Deus Sol) as mais respeitadas e coerentes das manifestações espirituais ligadas aos homo sapiens por estarem ligadas à luz que vem do céu? São mitos indígenas antigos e sobre o manto da sombra da dúvida, os únicos deuses provedores de toda a vida. Evidente que não foi exatamente isso que os jesuítas e missionários entenderam, mas é exatamente a mesma forma como se prega até hoje, louvando a luz divina, evitando as sombras nefastas e assim, por toda a eternidade.

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Indo além dessa singela reflexão teosófica e sincrética sobre as táticas maniqueístas do cristianismo para criar novas figuras de linguagem, a luz solar pode ser bem mais interessante por sua qualidade fundamental. Além do mais, bem mais, ela não possui um único papel de geradora e mantenedora de toda a vida. A mãe da luz, a solar, também serve para outras funções de viés prático no cotidiano dos viventes: - dividir a noite do dia. Cria-se assim, aos olhos dos crentes e ateus a maior alternância de claro/escuro que os nossos sentidos conhecem. Muitas vezes, somos incapazes de reconhecer que a noite é uma sombra. Como perceber a grandeza desse fenômeno se a própria dissimulação de sua linha fronteiriça é o que demonstra a sua qualidade? Só uma imagem de satélite é capaz de amenizar o nosso limitado ponto de vista e percepção sobre a sombra da noite. Aí está uma comprovação sobre a teoria ou uma provocação de que a visão humana não alcança aquilo que deseja ver. Talvez por isso os olhos desejem tanto a luz, a segurança, o entendimento do mundo, mas por desejar demais perdeu a capacidade de ver. Arrisco em afirmar que a vidraça das “janelas da alma”, como disse o poeta, precisa de uma boa limpeza. Cabe aos vigilantes investir com algum esforço e uma boa dose de imaginação na investigação das possibilidades especulativas sobre o que impede os olhos de apreciar as luzes e sombras na confortável vida moderna. Arrisco-me.

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O fogo/luz, substância formadora do astro Sol, é um elemento marcante na história do desenvolvimento da nossa civilização. Depois que o fogo foi dominado pelo homem, trouxe benefícios tão importantes que a vida humana nunca mais foi possível sem esse elemento.

O primeiro fogo, que possivelmente chegou ao alcance de um humano através do céu, de forma natural e aleatória, por meio de um raio, age em uma escala bem menor que a do Sol e, quando controlado possibilita aplicações cotidianas muito mais práticas que a luz solar. Então podemos deduzir que com o tempo e a experiência os nossos ancestrais controlaram a natureza fenomenal do fogo desenvolvendo meios de regular a sua combustão, aproveitando o seu calor e tornando-o uma ferramenta indispensável para produzir a luz e clarear não só suas tocas e cavernas, mas a maior de todas as escuridões: a noite.

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Também podemos deduzir que os homens e mulheres primitivos da pré-história tinham como necessidade vital o uso do fogo no seu cotidiano e precisaram trabalhar seus sentidos para descobrir formas de coletar e estocar combustível. Produzir, controlar, cozinhar, iluminar, aquecer e não se ferir com as chamas. Iniciação que faz parte da nossa educação e desenvolvimento até os dias de hoje. Muitas vezes foi dito e ouvia-se: “Não brinca com fogo!”. Sabiamente aprendemos e sabidamente entendemos que manter acesas as fogueiras e as tochas ao cair do sol era coisa séria, logicamente, uma questão de sobrevivência naquela época remota, proporcionando proteção e algumas vantagens. Seja ela sob forma de um fogaréu em uma pilha de lenha, emanando poder e superioridade sobre animais e inimigos que entendiam aquilo como um sinal de perigo ou sob a forma de um archote, como uma arma de intimidação, com o lume preso na ponta de um pau, bem mais prática e ágil de manusear.

Bastava ver o brilho da chama na escuridão daqueles tempos remotos para entender, instintivamente, o seu alto poder destrutivo. Provavelmente depois de algum tempo, os animais foram condicionados e passaram a respeitar o fogo e as autoridades que o dominavam. Da mesma forma, os inimigos descobriram os mistérios desse elemento obrigando a humanidade a criar outras ferramentas e produzir armas cada vez mais eficientes para intimidar os seus oponentes mais fortes ou desenvolvidos. Depois de muita lenha, brasa e cinza restava ao homem aplicar o fogo para outras finalidades, cada vez mais específicas, com valores mais industriais, gerando e aproveitando o calor para separar, fundir e moldar materiais mais duros e nobres. O motivo possivelmente permanecia o mesmo: - a necessidade de produzir novas armas.

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O fascínio sobrenatural pela chama teve um declínio no imaginário, mas ainda permaneceu como fonte de iluminação por muitos anos. O fogo pode ser antigo ou moderno. É algo que está no pavio de uma vela ou abrindo espaço no território amazônico. É de domínio popular, sem restrições ou direitos autorais e deverá ser usado para o bem ou para o mal, conforme os princípios mais elementares da razão humana ou por instinto, porém restrito aos animais inteligentes.

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Seguindo adiante, ainda no tempo antigo, onde a luz enfraquece, mas permanece acesa indicando um referencial para encontrar outros mistérios, temos a fonte da filosofia. É lá que o filósofo Platão, no livro “A República”, nos oferece a clássica alegoria da caverna, convidando a imaginarmos a nossa condição de ignorância (escuridão) e sabedoria (luz). Vale a pena entrar lá, mas insisto em uma outra caverna, mais antiga e graças a arqueologia moderna, comprovadamente a primeira moradia da civilização pré-histórica. Foram catalogadas várias delas em todas as partes do mundo. Tem a de Lascaux, no sudoeste da França, famosa por suas pinturas. A da Serra da Capivara, no Piauí. Que possui exuberância e segredos sobre a humanidade. Um dia vou lá, mas agora, imagine qualquer uma. Ou melhor, dessas onde exista um amplo salão, capaz de abrigar algumas famílias pré-históricas na volta de uma fogueira. Esse lugar imaginário é o cenário de uma situação também imaginária que propõe, por força da natureza agressiva daquela época, que os indivíduos, durante a noite, permanecessem abrigados nesses abrigos.

Único lugar natural onde existia o resguardo contra as intempéries e os animais selvagens. É simples compreender esses fatores físicos e reais. Cabe a nós imaginarmos os metafísicos e sobrenaturais já que, desde sempre a terra gira, gera a noite, que gera o medo. Medo humano do desconhecido, oculto pelas trevas da noite. Raiz das assombrações. Naturalmente foi ao redor do fogo que podiam, com mais segurança e conforto, superar os perigos dos mistérios reais e imaginários dessa época e assim, assar sua caça, comer, dormir e conviver. Não é difícil concluir que ao compartilharem o espaço limitado das tocas e cavernas que serviram como moradia, esses indivíduos primitivos experimentaram, desenvolveram e inventaram a sua própria forma de expressão e linguagem até chegar à fala.

Com o uso contínuo do fogo na preparação dos alimentos e o hábito da convivência na hora da divisão da comida surgiram condições ideais para a manutenção e a união dos laços entre esses indivíduos, proporcionando, além da cooperação entre o clã, a sobrevivência e momentos de troca de experiências, instigando-os a descobrir uma forma de desenvolver a expressão em grupo. Inevitavelmente, uma dessas formas encontradas foi a narrativa de histórias. Caçadores, líderes, aventureiros e guerreiros narraram suas façanhas aos componentes da tribo ao redor do fogo.

Nesse grande salão imaginário da caverna formava-se um círculo social com uma fogueira ardendo no meio. O clã comia e ouvia as proezas contadas por um caçador. De pé o homem vestindo peles de animais e segurando um porrete ou machado de pedra, gesticulava e grunhia numa empolgação de causar admiração e medo aos que participavam. A sombra do caçador, projetada na grande parede de pedra do salão da caverna, às suas costas, revelava a forma silhuetada de um homem gigante, deformado e negro que ampliava suas façanhas no inconsciente da tribo através desse teatro de sombras. A escuridão da noite invadindo o interior da caverna, as chamas tremulantes e animadas da fogueira, a veemência do contador de histórias, a força espetacular da sua sombra projetada na parede e a comoção da tribo frente a essa configuração é, sem sombra de dúvida, uma cena teatral.

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Chego a acreditar que, casualmente, numa dessas manifestações artísticas com as sombras na caverna, o efeito possa ter sido tão arrebatador entre ator/narrador e o público, com imagens tão potentes, que os espectadores tenham manifestado seu entusiasmo e admiração durante a narrativa, gritando e aplaudindo o artista em cena aberta. Ou quem sabe? Fugindo da imagem projetada, desconcertados de medo, tal e qual a clássica projeção cinematográfica dos irmãos Lumiére, quando captaram em 1895, um trem chegando na estação de La Ciotat e causaram pânico na platéia que assistia a primeira projeção pública de cinema.

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Essa criação imaginária e hipotética só é possível de se aceitar se a sensibilidade humana vazar pelos limites da razão e da realidade. Como as sombras fazem, sem esforço, por pisos, paredes e tetos na vida e nos teatros. Dessa forma, curiosa e atenta seremos capazes de buscar um entendimento, mesmo que virtual, que compreenda a percepção visual em uma alternância que percorra da escuridão até a luz. Possivelmente usada ao acaso pelo narrador da caverna. Uma primeira atuação, de forma quase irresponsável, sem noção do poder dessa ferramenta na manifestação do pensamento. Talvez, causando um efeito fascinante em quem participava dessa revelação. Como causa ainda hoje, seja quando apreciamos um belo por do sol, o nascer da lua sobre a água do mar, um eclipse, ou um filme no cinema. Tudo são alternâncias, percepções, sensibilidades, que naturalmente nos emocionam desde o tempo das cavernas.

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Quem sabe essa experiência empírica na caverna não tenha sido a mais antiga das expressões humanas? Imagine essa primeira cena teatral onde o protagonista valeu-se de sua sombra, de forma expressiva, pronunciando-se publicamente na escuridão do ambiente, vislumbrando o brilho das chamas nos olhos dos espectadores. Desde então, ao passar dos anos, muitas histórias foram contadas e as sombras encontraram novos espaços escuros para vagar, como almas penadas no inconsciente humano, gerando e alimentando sonhos, temores, lendas, mitos, fantasias, fascinação e respeito. Cabe à escuridão e a luz continuar travando guerras mitológicas nas religiões, despertando a inocência da ciência, agindo sobre o pensamento filosófico, sensibilizando a psicologia humana e proporcionando espetáculos artísticos aos que estiverem atentos aos seus fenômenos.

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Já imaginaram de forma semelhante os nossos colegas Leonardo Da Vinci, Javier Villafañe, Carl Jung, Johann Wolfgang Von Goethe, Jean-Jaques Annaud e muitos mais.
E lá vai a sombra. Engano meu. Aí vem ela...

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Alexandre Fávero
Diretor e sombrista
Cia Teatro Lumbra/Clube da Sombra LTDA
Porto Alegre/RS – Brasil
+55 (51) 9978 5657/+55 (51) 3446 9134

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1/06/2009

 


 

Dossier publicado en la Hoja n° 24 de Diciembre 2011

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O Teatro de João Redondo no Rio Grande do Norte - Brasil

por Maria das Graças Cavalcanti Pereira

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Texto en Español

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No Rio Grande do Norte, o Teatro de Bonecos é denominado “João Redondo”, recebendo vários outros nomes nos estados nordestinos (1). Isso evidencia o caráter historicamente masculino da tradição, representada por alguns mestres (2) já falecidos ou por seus multiplicadores, que, aos poucos, foram inseridos nesse universo lúdico.

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Um dos primeiros registros que se tem conhecimento no RN sobre essa brincadeira é de 1950. Levantamento feito por José Bezerra Gomes, sobre o calungueiro Sebastião Severino Dantas, “Seu Bastos”, conhecido artista da região do Seridó (RN).

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Esse teatro tem como forte característica a fabricação artesanal de bonecos e objetos de cena. Vale destacar que o teatro de bonecos do Nordeste mantém traços estéticos comuns.

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Para muitos brincantes, o princípio da brincadeira está ligado a sua experiência, ao ato de assistir, de fazer pela primeira vez. Há relatos de mestres que se iniciaram de várias maneiras: alguns por verem outros brincantes, espontaneamente, outros por tradição familiar; há também aqueles que encararam a iniciação na arte como um desafio ou até mesmo pela curiosidade de manipularem um pequeno objeto entre os dedos e sentirem a emoção ao realizar tal feito, cada um com suas particularidades.

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Além de uma influência familiar e de um encanto pela brincadeira, em algum momento da vida do brincante, aprender e entrar nesse universo segue algumas lógicas e experiências particulares. Existem ainda aqueles que, através de seus afazeres, geralmente ligados a arte, introduziram esse universo em seu cotidiano.

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Os mestres falam do aprendizado como um processo quase “natural”, como ocorria nas corporações de ofício medievais, onde as crianças se misturavam aos adultos no dia a dia e socializavam-se em diferentes profissões, sem passar por um aprendizado fora da família. Para os que não têm a sorte da proteção do mestre, começam olhando a brincadeira de fora, buscando observar o comportamento dos mestres para depois imitá-los. E, os sobrenomes não formais, e sim apelidos informais de família são usados, como acontece no teatro de bonecos no RN, tais como: Relâmpo, Daniel, Lourenço, Basílio, Rosa, marcam mais o brincante do que o parente.

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A escultura dos bonecos de luvas, tipo mais usado entre os brincantes, recebem proporções anatômicas que são levadas em consideração no ato de sua construção, sem esquecer que toda expressão corporal limita-se à cabeça e mãos, pois o resto do corpo, inexistentes na quase totalidade dos bonecos ocultam-se sob as vestes, que já caem no campo do decorativo ou da costura simplesmente.

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Em seus aspectos físicos destacam-se narigões, olhos esbugalhados, bocarras por vezes apenas pintadas, com traços amplos, com dentes exagerados, sobrancelhas, bigodes, barbas, colados por materiais diversos ou mesmo pintados, entre outros, sem preocupações realistas.

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Cada personagem é esculpido dentro de uma concepção simbólica de sua função no enredo. Os nomes das personagens têm grande ênfase neste tipo de teatro, que representa comédias improvisadas, a partir de um roteiro que se atualiza e se modifica com os acontecimentos cotidianos e interações com as pessoas da plateia.

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Essa forma de teatro no RN possui um elenco variado de personagens em que se inclui primeiramente o Capitão João Redondo, representante da camada social superior, dominante. Apresenta-se como o arquétipo do proprietário de terras do Nordeste, que usualmente recebe a patente de "Coronel". Ele é o "dono da brincadeira", aquele que inicia e termina a apresentação.

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O capitão João Redondo, por exemplo, é o boneco de maior tamanho. Faz a encenação com Baltazar ou Benedito, de menor estatura, negro, mirrado, voz fina, fraco na aparência, mas valente, sabido, astuto, cheio de malícia. Possui caráter irreverente, justiceiro, vocabulário recheado de palavrões, questionador das autoridades constituídas, resolve sempre seus conflitos com surras e pauladas. Apresenta-se como representante da inconformação do povo nordestino.

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O mestre brincante procura destacar traços em cada personagem, buscando, além de identificá-la, diferenciá-la das outras. As personagens são, normalmente, típicas: o patrão, o soldado, a amante, a bela, a má, o trabalhador, entre outras.

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Os tipos secundários são aqueles que representam a memória coletiva, os mitos e as crendices populares, tais como a Alma, a quem o diabo persegue tenazmente, derivados do ciclo da assombração do bumba-meu-boi, por exemplo, em que a imaginação do escultor, prevendo a função do boneco na brincadeira, comanda a liberdade de intenções mais do que a formal. Vestida de branco, a cabeça muito pequena, a menor de todas, tem mãos imensas, caídas em cima do camisolão bem comprido. Apresenta-se pedindo piedade, causando forte impressão.

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O Médico, a Alma ou Zumbi, o Diabo e o Negro Xangozeiro, através da imitação de gestos, vozes e danças, contagiam o público. O Diabo aparece como uma personagem extremamente rica, que ainda hoje causa medo na plateia, com o objetivo de levar os mortos das histórias para o inferno, sem se importar se são ruins ou bons.

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Já a presença da Alma traz à cena a própria morte, que carrega as marcas das personagens alegóricas medievais. O Padre é um boneco bastante representativo que, à maneira dos frades missionários, apresenta-se aconselhando a todos, para evitar o pecado, lembrando que o "dia do julgamento" está próximo.

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Assim, dando ouvidos à tradição do teatro de bonecos no RN, a cobra e o boi são os bichos que mais aparecem nesse teatro. O primeiro, encarnando o espírito do mal, ligado à ideia do pecado original, engolindo as pessoas, mas aniquilado por um "Benedito" ou "Baltazar", que é disposto e valente. O segundo está relacionado aos anseios pastoris das populações rurais da zona nordestina.

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A dinâmica do texto geralmente ocorre com a sucessão de quadros autônomos, que seguem um esquema de pequenas cenas, entrecortadas por músicas, com entradas e saídas de bonecos/personagens, acompanhadas de pequenas intrigas, que são desenvolvidas, muitas vezes, pelo improviso.

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É dos temas mais fáceis que os brincantes tiram os melhores efeitos no teatro de bonecos. E, o aprendiz/espectador, ao ser absorvido pelas histórias, pela magia do próprio boneco que se faz presente, envolve-se, mergulhado no brinquedo. É como se o espírito do João Redondo vagueasse através das criticas dos costumes, por meio das personagens. Na verdade trata-se da transferência das virtudes e vícios humanos para os bonecos, que representam tipos característicos de certas classes sociais.

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Partindo do princípio escultural da cabeça, os traços tendem a serem expressivos, caricaturais, com linhas que reforçam ou mesmo estereotipam os bonecos. Outros são sóbrios e alguns buscam certa naturalidade e veracidade. Observa-se também que, geralmente, as características de determinados bonecos estão intimamente ligados ao universo do brincante, seja expondo traços de seu feitor, de familiares ou de pessoas de sua comunidade.

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As mãos dos bonecos, por sua vez, tanto podem ser entalhadas, quanto utilizadas de outros materiais, como por exemplo, do tipo das que são usadas em bonecas de borracha. Alguns bonecos não têm as mãos, por opção do mestre, utilizando uma espécie de luvinha, acompanhando o formato do camisolão, para vestir os dedos de seu manipulador.

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Personagens do teatro de João Redondo em Exposição
“Arte e Magia dos Bonecos” em ago/2005 no Memorial Câmara Cascudo
Foto: Graça Cavalcanti

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Seu movimento é produzido pelas mãos: o dedo indicador introduz-se na cabeça e os dedos polegar e médio nos braços. Os bonecos variam de tamanho, podem ser, segundo a maioria dos brincantes, tanto de cabeça pequena ou grande. Os que têm mecanismo articulam os olhos, pescoço, braços/mãos e, principalmente, a boca. O corpo, em sua maioria, consiste de um pano colorido, geralmente em forma de um camisolão.

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Mostra da estética dos bonecos de Dadi
Foto: Manoel Bezerra

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Boneca de fio construída por Dadi
Foto: Manoel Bezerra

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Oficina de bonecos de Dadi em sua residência
Foto: Graça Cavalcanti

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Boneca de Dadi com indumentária de chita e cabelo de lã
Foto: Manoel Bezerra

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Pode-se verificar nos bonecos, que o figurino e adereços compõem o aspecto do boneco em sua “corporeidade”. Os adereços, por sua vez, dão um caráter peculiar a cada personagem, que ligados à sua composição, complementam a forma e sua caracterização.

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Alguns elementos são esculpidos, pintados, furados e outros aplicados à cabeça ou ao corpo/roupa dos bonecos, como por exemplo, as orelhas feitas em sua maioria, em cola tipo Durepoxi. A própria maquiagem ou pintura que contornam os olhos, a boca, os brincos, dentes e sinais que realçam a expressão, condiz com a personalidade do boneco. As cores utilizadas nessa personificação constituem um elemento importante para sua caracterização: preto, branco, bege, rosa etc., que cobrem cabeças e mãos, que ainda são complementadas, por exemplo, pelo vermelho que serve ao mesmo tempo para indicar a boca e a cor do batom e o rouge para as bochechas, fazendo fluir os traços e o imaginário da plateia.

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Entre outros adereços utilizados estão os chapéus, brincos, colares e vários tipos de cabelos. São usados cabelos de humanos, de nylon, de crina de cavalo ou de bode, que ficam no sol estendidos, como roupas em quaradouro, para perder o cheiro característico. Depois são colados à cabeça ou usados nos bigodes dos bonecos. O uso da palha e de produtos industrializados nesses adereços busca dar forma e expressão à matéria, caracterizando-a, assim, como uma persona.

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Coleção primeiros bonecos feitos por Dadi
Foto: Fernando Pereira

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Coleção bonecos de Dadi
Foto: Manoel Bezerra

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Adereços na indumentária masculina com bonecos de grande porte de Dadi
Foto: Manoel Bezerra

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Indumentária feminina com adereços feitos por Dadi
Foto: Manoel

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Dadi com bonecos de grande porte à sua frente e sua mala de bonecos
Foto: Alessandro Amaral

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O local escolhido para a construção dos bonecos pode ser modificado sempre pelo mestre, dependendo do horário e da temperatura do ambiente: pode ser em seu alpendre/varanda, no quintal, entre as árvores, na rua ou no último fundo da casa. Ou ainda, em um espaço reservado em sua casa, denominado de quarto, ateliê ou oficina, onde guarda suas ferramentas, bancada de madeira, mala de bonecos, tintas, pincéis, máquina de costuras e material para confeccionar a indumentária dos bonecos.

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A maioria dos mestres segue a tradição de possuir malas em madeira e outros materiais, para acondicionar seus calungas, bonecos, ou “meninos”, como alguns chamam. E, quanto maior a coleção ou “terno” de bonecos, maior o tamanho da mala.

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A manipulação desses bonecos/personagens tem como objetivo a encenação de histórias tecidas na tradição, nutridas pelo improviso e pela novidade. São inseridas nas memórias e práticas estabelecidas dentro de uma tradição rica, viva e dinâmica, que vem se movendo durante décadas e que falam desse conhecimento que é repassado entre membros de uma mesma família ou na relação brincantes/receptores, com práticas apreendidas no ato do brincar e que são inscritas em corpos brincantes.

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A plateia, por sua vez, tem uma importância fundamental na encenação da apresentação, e, de sua reação, depende o êxito da brincadeira. E, por falar na plateia, o jogo, a brincadeira, só se realiza diante dela, para ela e com ela. Há um respeito pela participação dos espectadores que se identificam com os bonecos, nas diversas situações das apresentações. Ela dá legitimidade aos brinquedos, elegendo e reconhecendo seus mestres mais criativos.

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Essa brincadeira é a responsável pelo entretenimento dos moradores de pequenos sítios e lugarejos, escolas, praças públicas e pequenos circos mambembes, na casa do próprio bonequeiro ou outro lugar marcado pelo proponente interessado. Acontece geralmente em áreas abertas, por trás de uma pequena cortina ou tolda com espaço reservado para o brincante movimentar os bonecos. Essa é uma apresentação magistral de vivacidade, de colorido, de alegria, com ritmo e expressão sem sofisticação, apoiando-se na tradição.

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(1) No Rio Grande do Norte, esse teatro toma o nome de “João Redondo” ou “Calunga”; ”Mamulengo” em Pernambuco; ”Babau” na Paraíba; “Cassimiro Coco” no Ceará e Piauí.

(2) José, Miguel e Antônio Soares de Assis, conhecidos como os “irmãos Relampo”, Feliciano, Chico Daniel, Francisco Rosa, Joaquim Lino, João Constantino Dantas, Antônio Pedro da Silva, Joaquim Cardoso, Antônio Gordo, Paulo Vicente, José Bernardino, Jeremias Avelino, Sebastião Severino Bastos, já falecidos. Ou pelos mestres que estão na ativa, recentemente inventariados pelo registro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN para transformar o Teatro de Bonecos do Nordeste como Patrimônio Cultural do Brasil, como por exemplo: Raul, Heraldo Lins, Ronaldo, Francinaldo, Manoel Dadica, Zé do Fole, Marcelino, Felipe, Tio João, Josivan, Daniel, entre outros.

 

 

 

 

 

El Teatro de Juan Redondo en Rio Grande del Norte - Brasil

por Maria das Graças Cavalcanti Pereira

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En Río Grande del Norte, el teatro de títeres llamado "Juan Redondo", recibe varios otros nombres en los Estados del nordeste de Brasil (1). Esto pone de manifiesto la tradición de carácter históricamente masculina, representada por algunos Maestros (2) fallecidos o por sus multiplicadores, que, poco a poco, fueron incluidos en este universo lúdico.

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Uno de los primeros registros de que se tiene conocimiento en Río Grande del Norte (RN) acerca de este teatro popular (brincadeira) es de 1950. El estudio realizado por José Bezerra Gomes, del calungueiro Sebastian Severino Dantas, "Don Bastos", conocido artista de la región de Seridó (RN).
Este teatro tiene como fuerte característica la fabricación artesanal de muñecos y objetos de la escena. Cabe señalar que el teatro de títeres del nordeste mantiene rasgos estéticos comunes.

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Para muchos titiriteros (brincantes), el principio del juego teatral está conectado a su experiencia, el acto de ver, y de actuar por la primera vez. Hay relatos de Maestros que se iniciaron de diversas formas: algunos por ver otros brincantes, espontáneamente, otros por tradición familiar. Hay quienes enfrentaron la iniciación en el arte como un desafío o incluso por curiosidad para manipular un objeto pequeño entre los dedos y sentir la emoción de lograr tal hazaña, cada un con sus particularidades.

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Además de la influencia familiar y un encanto por juegos de palabras, en algún momento en la vida de un alegre titiritero popular, aprender y entrar en este universo sigue algunas experiencias personales. Todavía hay quienes, a través de sus tareas, a menudo vinculadas al arte, introdujo este universo en su vida cotidiana.

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Los Maestros hablan de aprendizaje como un proceso casi "natural", como ocurrió en oficios de artesanía medieval, donde los niños se mezclaban con adultos en el día a día y se preparaban en diferentes profesiones, sin pasar por un aprendizaje fuera de la familia. Para aquellos que no tienen la suerte de protección del Maestro, comenzar a mirar el juego, tratando de observar el comportamiento de los Maestros y luego imitarlos. Y, los apellidos informales y los apodos no formales de familia, se utilizan, como ocurre en el teatro de títeres en RN, tales como: Relâmpo, Daniel, Lourenço, Basilio, Rosa, marcar más el brincante de que el pariente.
La escultura de títeres de guante, tipo más utilizado entre los brincantes, las proporciones anatómicas se toman en consideración en el momento de su construcción, sin olvidar que la expresión de todo el cuerpo se limita a la cabeza y las manos, porque el resto del cuerpo, inexistente en casi todas los muñecos se ocultan bajo las vestimentas, que ya caen dentro del campo de la costura decorativa.

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En sus aspectos físicos incluyen narigones, ojos muy abiertos, bocas apenas pintadas, con grandes trazos, con dientes exagerados, cejas, bigotes pegados por diversos materiales o incluso pintados, entre otros, sin preocupaciones realistas.

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Cada personaje es tallado dentro de una concepción simbólica de su papel en la trama. Los nombres de los personajes tienen gran importancia en este tipo de teatro que representa la comedia improvisada, desde una secuencia de itinerarios que se actualizan y cambian con los acontecimientos del cotidiano e interacciones con personas del público.

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Esta forma de teatro en RN tiene un variado elenco de personajes y como principal figura el Capitán Juan Redondo, representante de la capa social superior, dominante. Se presenta como el arquetipo del terrateniente del nordeste, que normalmente recibe el grado de "Coronel". Es el "dueño de un juego teatral ( brincadeira) ", que comienza y termina la presentación.

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Capitán Juan Redondo, por ejemplo, es el títere de mayor tamaño. Hace la puesta en escena con Baltazar o Benedito de menor estatura, negro, flaco, descarnado, voz fina, débil en apariencia, pero valiente, astuto y lleno de malicia. Tiene carácter irreverente, justiciero, vocabulario lleno de palabrotas, enfrenta las autoridades y valiente siempre resuelve los conflictos con palizas y cachiporradas. Se presenta como el representante inconformado del pueblo nordestino.
El Maestro pretende resaltar los trazos en cada personaje, que busca, además de identificarlo, diferenciarlo de los otros. Los personajes son, típicos: el jefe, el soldado, la amante, la bella, el malo, el trabajador, entre otros.

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Los tipos secundarios son los que representan la memoria colectiva, mitos y supersticiones populares, tales como el alma, a quien el Diablo persigue tenazmente y derivados del ciclo del bumba-meu-boi, por ejemplo, en el que la imaginación del escultor, previendo el papel del muñeco en el juego teatral (brincadeira), conduce la libertad de intenciones. El alma, vestida de blanco, la cabeza muy pequeña es el títere más pequeño de todos, tiene enormes manos, caídas sobre la camisola, se presenta pidiendo compasión, causando gran impresión en el público.

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El médico, el alma o Zumbi, el Diablo y el Negro Xangozeiro a través de la imitación de gestos, voces y danzas, pasan su entusiasmo al público.
El Diablo aparece como un personaje muy rico, que todavía hoy, causa temor entre el público con el objetivo de traer los muertos a las historias del infierno, sin importarles si son buenas o malas.

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Ya, la presencia del alma trae la propia muerte a la escena, que lleva las marcas de caracteres alegóricos medievales. El sacerdote es un títere bastante representativo, que como los frailes misioneros, asesorando a todos para evitar pecar, señalando que el "día de la sentencia" está cerca.

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Así, siguiendo la tradición del teatro de títeres en RN, la serpiente y el buey son los animales que aparecen en este teatro. La primera, que personifica los espíritus del mal, conectada a la idea del pecado original, ingestión de gente, pero muerta por un “Benedito o Baltazar”, dispuestos y valientes. El segundo está relacionado con los deseos pastoriles de las poblaciones rurales de la zona del nordeste.

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La dinámica del texto se produce generalmente con la sucesión de cuadros autónomos que siguen un esquema de pequeñas escenas, puntuadas por canciones, con entradas y salidas de títeres y personajes, acompañados de pequeñas intrigas que se desarrollan, a menudo por la improvisación.

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De los temas sencillos, el brincante toma los mejores efectos en el teatro de títeres. Y el aprendiz/espectador, pasa a ser absorbido por las historias, por la magia del propio muñeco que se presenta, e implica en sí mismo, una inmersión en el juego de la escena. Es como si el espíritu de Juan Redondo vagase a través de la crítica de las costumbres, por medio de los personajes. De hecho es la transferencia de los vicios humanos y virtudes de los muñecos, que representan la característica de los tipos de determinadas clases sociales.

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Partiendo del principio escultural de la cabeza, los rasgos tienden a ser características expresivas, burlescas, con líneas que refuercen o incluso estereotipan los muñecos. Otros son sobrios y algunos buscan cierta naturalidad y veracidad. También puede observarse que, en general, las características de ciertos muñecos están íntimamente conectadas al universo del alegre brincante y se exhiben vestigios de su supervisor, familiares o personas de su comunidad.

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Las manos de los muñecos, a su vez, pueden ser talladas, como utilizar otros materiales, como por ejemplo los tipos utilizados en las muñecas de goma. Algunos títeres no tienen manos, por opción, utilizando una especie de guantes, siguiendo el formato de la camisola, para llevar los dedos de su manipulador.

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Personajes del teatro de Juan Redondo en la Exposición
“Arte y Magia dos Bonecos” en el año/2005 en el Memorial Câmara Cascudo
Foto: Graça Cavalcanti

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Su movimiento es producido por las manos: el dedo indicador se introduce en la cabeza y el pulgar y el dedo medio en sus brazos. Los títeres varían en tamaño, pueden ser, pequeños o grandes. Los que tienen movimiento, su mecanismo está en los ojos, cuello, brazos y manos y, principalmente, en la boca. El cuerpo consiste en una tela de color, normalmente en forma de una camisola.

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Detalles de la estética de los títeres de Dadi
Foto: Manoel Bezerra

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Títere de hilo construido por Dadi
Foto: Manoel Bezerra

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Taller de títeres de Dadi en su casa
Foto: Graça Cavalcanti

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Títere de Dadi con vestido de "chita" y cabello de lana
Foto: Manoel Bezerra

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Se puede comprobar en los títeres, que el vestuario y la utilería conforman la apariencia de la marioneta en su corporeidad. Los adornos del muñeco, a su vez, dan un carácter peculiar a cada personaje, que con su composición, complementan la forma y su caracterización.

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Algunos elementos están tallados, pintados y otros aplicados en la cabeza o en el cuerpo y la ropa de las muñecos, como por ejemplo, las orejas en cola tipo Durepoxi. El maquillaje o pintura alrededor de los ojos, boca, dientes, aretes son signos que ponen de relieve la expresión y coincide con la personalidad del títere. Los colores utilizados en esta personificación son elementos importantes para su caracterización: negro, blanco, beige, rosado etc., que cubre la cabeza y las manos, que todavía se complementan, por ejemplo, rojo que sirve al mismo tiempo para entrar en la boca y el color del lápiz labial y el rouge de las mejillas, haciendo fluir los trazos e imágenes de la audiencia.

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Otros accesorios utilizados son los sombreros, aretes, collares y diversos tipos de cabello. Se utilizan en pelo humano, crina de caballo, de nailon o de cabra, que se extienden al sol para perder el olor característico. Después son pegados en la cabeza o utilizados en los bigotes de las muñecos. El uso de productos industrializados y paja en estos adornos busca dar forma y expresión a la materia, caracterizándola, así, como una persona.

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Colección de los primeros títeres hechos por Dadi
Foto: Fernando Pereira

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Colección de títeres de Dadi
Foto: Manoel Bezerra

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Detalles de la ropa masculina de un títere de grande tamaño de Dadi
Foto: Manoel Bezerra

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Vestido feminino con detallles hechos por Dadi
Foto: Manoel

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Dadi con títeres de grande tamaño a su lado y su maleta de títeres
Foto: Alessandro Amaral

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El sitio elegido para la construcción de los títeres puede modificarse constantemente por el maestro, dependiendo del tiempo y la temperatura del medio ambiente: puede ser en su porche o balcón, en el patio, entre los árboles, en la calle o en el último fondo de su casa. O incluso, en un lugar especial en su sala principal, llamada, atelier o taller, donde guarda sus herramientas, bancada de madera, valija de títeres, pinturas, pinceles, máquina de coser y material para producir la ropa de los muñecos.
La mayoría de Maestros sigue la tradición de ser propietario de cajas de madera y otros materiales, para guardar sus calungas, muñecos o "chicos" como algunos lo llaman. Y, cuanto mayor sea la colección de muñecos, mayor será el tamaño de la maleta.

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La manipulación de estos personajes/títeres tiene como objetivo la puesta en escena de historias que se tejen en la tradición, alimentadas por la improvisación y la novedad. Se insertan en los recuerdos y las prácticas establecidas dentro de una rica tradición viva y dinámica, que viene avanzando durante décadas y que habla de este conocimiento que ocurre entre los miembros de una familia o en los relación brincantes/receptores, con práctica aprendida en el acto de jugar y que se introducen en los cuerpos brincantes.

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La audiencia, a su vez, tiene una importancia fundamental en la puesta en escena de la presentación y de su reacción, depende el éxito del juego. Y, hablando en la audiencia, el juego tiene lugar sólo delante de ella, a ella y con ella. Hay un respeto por la participación de los espectadores que se identifican con los títeres, en diversas situaciones de las presentaciones. Da legitimidad al juego escénico, elección y reconociendo de sus Mestres más creativos.

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Estos juegos escénicos son responsables por la diversión de los habitantes de pequeños sitios y barrios, escuelas, plazas públicas y pequeños circos populares, en la casa del propio titiritero o en otro lugar marcado por el interesado en cuestión. Normalmente sucede en zonas abiertas, detrás de una cortina o tolda donde el brincante maneja sus títeres. Esta es una presentación magistral de alegría colorida, vivacidad, con ritmo y expresión, sin sofisticación, apoyándose en la tradición.

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1) En Rio Grande del Norte, este teatro popular toma el nombre de "Juan Redondo" o "Calunga"; "Mamulengo" en Pernambuco; "Babau" en Paraíba; "Cassimiro Coco" en Ceará y Piauí.
2)José Miguel y Antonio Soares de Assis, conocido como los "Hermanos Relampo", Feliciano, Chico Daniel, Francisco Rosa, Joaquim Lino, João Constantino Dantas, Antônio Pedro da Silva, Joaquim Cardoso, Antônio Gordo, Paulo Vicente, José Bernardino, Jeremias Avelino, Sebastião Severino Bastos, ya fallecidos. O por Maestros que están activos, recientemente inventariados por el registro del Instituto del Patrimonio Nacional Histórico y Artístico -IPHAN para transformar el teatro de títeres del nordeste como Patrimonio Cultural del Brasil, como por ejemplo: Raúl, Heraldo Lins, Ronaldo, Francinaldo, Manoel Dadica, Zé do Fole, Marcelino, Felipe, Tío João, Josivan, Daniel, entre otros.